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França bate a Bélgica e avança à final
Franceses vencem com gol de cabeça de seu zagueiro em escanteio
13:03   11 de Julho, 2018
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Globo Esporte. Com

A França está na final da Copa do Mundo pela terceira vez em sua história. Dona de um título (1998) e um vice (2006), a seleção francesa bateu a Bélgica por 1 a 0 nesta terça-feira, em São Petersburgo, e agora espera o vencedor de Croácia e Inglaterra, que se enfrentam nesta quarta, em Moscou. A final será no domingo, às 12h de Brasília, no estádio de Lujniki, em Moscou. A decisão do terceiro lugar será no sábado, às 11h, em São Petersburgo. Umtiti fez o gol da classificação francesa, lembrando outro defensor, Thuram, responsável pelos dois gols da França na semifinal de 1998, contra a Croácia. Umtiti foi eleito o melhor em campo na votação da Fifa.
Os algozes do Brasil caíram pela segunda vez na semifinal da Copa. A primeira havia sido em 1986. Os Diabos Vermelhos continuam sem chegar a uma decisão de Mundial. A imprensa europeia achava que jogaria Vermaelen. E a escalação mostrou... Dembélé. Roberto Martínez surpreendeu ao escolher o substituto do ala direito Meunier, suspenso, e gerou uma hora de especulações das mais variadas sobre como jogaria a Bélgica: com três zagueiros e Dembélé na direita; com três zagueiros e Chadli na direita; com, como sugeriu a escalação da Fifa, De Bruyne na ala esquerda (!). 

O jogo mostrou que, com a bola, a Bélgica atacou num híbrido de 3-4-3 e 3-6-1 e, sem ela, defendeu num 4-2-3-1 (segurando Chadli como lateral). Houve momentos em que os volantes se descolaram da marcação: Witsel virou meia, e Fellaini apareceu na área, feito centroavante. Muita mobilidade, muitas variações – e alguns nós nas cabeças dos analistas. No final, prevaleceu a força da bola aérea num escanteio. O gol de Umtiti foi o 72º (de 158 na Copa) num de lance de bola parada neste Mundial da Rússia (46% do total).
Não foram necessários gols para que França e Bélgica fizessem um excelente primeiro tempo em São Petersburgo. As duas seleções investiram em um duelo firmado em muita estratégia, tentando amortecer as qualidades do adversário e fazer valer seu jogo. A Bélgica deu sinais de domínio, controlou mais a bola e teve as chegadas mais perigosas na metade inicial do período (especialmente em conclusão de Alderweireld, muito bem defendida por Lloris, e em chute colocado de Hazard, rente à trave). Mas a França cresceu aos poucos, mostrou mais objetividade no ataque e poderia ter aberto o placar com Pavard, que recebeu linda assistência de Mbappé e tentou desviar de Courtois – mas o goleiro de 1,99m salvou com o pé.

 
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