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Foragido, 'Dr. Bumbum' foi indiciado quatro vezes pela polícia do DF
Clínica clandestina no Lago Sul foi alvo de operação em novembro. Paciente morreu após cirurgia em cobertura na Barra da Tijuca, no Rio, neste domingo.
17:42   17 de Julho, 2018
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Por Laura Tizzo, Gabriel Luiz e Michele Mendes, TV Globo e G1 DF

 

onhecido como "Dr. Bumbum", o médico Denis Cesar Barros Furtado foi indiciado quatro vezes pela Polícia Civil do Distrito Federal por exercício ilegal de medicina e crime contra o consumidor.

Ele foi alvo de uma operação realizada em novembro de 2017 em uma clínica clandestina mantida no Lago Sul, área nobre de Brasília. Ele ainda não foi denunciado à Justiça e, portanto, não é considerado réu.

O médico está foragido desde que fez um procedimento estético na cobertura de um apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que terminou com a morte de uma paciente, no domingo (15). A advogada dele diz que "muitas das informações" são falsas (leia mais no fim da reportagem).

Após o caso, a namorada do médico, Renata Fernandes Cirne, de 20 anos, foi presa. A mãe dele, a médica Maria de Fátima Barros – que está com o registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) do DF cassado –, fugiu.

Já o "Dr. Bumbum" ainda tem registro ativo no CRM do DF. A maioria dos processos sobre o médico relacionados à má prática do exercício corre em sigilo no Tribunal de Justiça do DF.

Durante a operação em Brasília, foram apreendidos documentos, dinheiro, material hospitalar e três armas – duas pistolas .380 e uma espingarda calibre .12 – sem registro no Ministério da Justiça. Por causa das armas, chegou a ser detido em flagrante, mas foi liberado após pagar fiança.

Operação no Lago Sul- Segundo a polícia, o material apreendido em novembro comprovou que houve prática de medicina em local inapropriado. Além disso, só não houve abordagem prévia da Vigilância Sanitária e do CRM por causa do horário de funcionamento da clínica, sempre à noite – uma estratégia para evitar a fiscalização, segundo o delegado Paulo Márcio Meireles Rodrigues.

As investigações começaram naquele mês, quando ao menos duas vítimas procuraram a delegacia do Lago Sul para denunciar o médico e reclamar de procedimentos que não deram certo.

 
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