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28 de julho | Dia mundial de combate as hepatites virais
Estima-se no Brasil que 2,3 milhões de pessoas tenham algum tipo de hepatite e cerca de 1,5 milhão são portadores do tipo C, o mais grave
12:48   18 de Julho, 2018
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A Organização Mundial de Saúde (OMS) instituiu 28 de julho como Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, a partir de iniciativa e propostas brasileiras, em maio de 2012. Desde então, o Ministério da Saúde do Brasil cumpre uma séries de metas e ações de prevenção e controle para o combate à doença através de seu Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde.
A celebração da data tem como objetivo atrair atenção para o tema e incentivar o diálogo, principalmente no campo da saúde pública. A criação de novas políticas públicas e a eficiência das que já existem garante acesso universal ao tratamento e prevenção dessas doenças.
Existem sete tipos de Hepatite: A, B, C, D, E, F (ainda não diagnosticada em humanos) e G. A doença pode causar a infecção crônica do fígado e possivelmente se tornar câncer na idade adulta. A inflamação pode ser causa pelo vírus da doença, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas.
Entre os sintomas da hepatite estão mal estar, dor abdominal, febre baixa, dor de cabeça. fadiga, vômitos e pele amarelada.
A do tipo A é comum em crianças e ocorre de forma branda e sem sintomas. Entretanto, ela é mais séria em adultos e os sintomas tendem a ser mais graves. A transmissão deste tipo se dá por meio de água e alimento contaminados.
Estima-se no Brasil que 2,3 milhões de pessoas tenham algum tipo de hepatite e cerca de 1,5 milhão são portadores do tipo C, o mais grave. Ainda não se tem uma vacina para este tipo de hepatite.
A vacina contra o tipo B está disponível na rede pública e sua imunização ocorre em três doses. A segunda dose deve ser tomada um mês após a primeira dose e a última, seis meses depois da primeira. A faixa de imunização atinge homens e mulheres até 49 anos. Na rede privada, pode-se tomar a vacina combinada contra as hepatites A e B.
Pessoas que compõem o chamado grupo de risco são profissionais do sexo, trabalhadores da área de saúde, coletores de lixo, usuários de drogas injetáveis, índios, vítimas de abuso sexual, doadores de sangue, pessoas reclusas, dentre outras. Elas podem e devem procurar as unidades de saúde para se vacinarem. Para estes, a vacinação é realizada independentemente da faixa etária e não é necessário revelar o motivo pelo qual se está buscando a vacina. É preciso apenas estar com o cartão de vacina.
Para evitar a doença utilize sempre material esterilizado ou descartável em manicures, estúdios de tatuagem, acupuntura, serviços de saúde e procedimentos médicos e odontológicos. Não compartilhe escovas de dente, alicates de cutícula e lâminas de barbear ou depilar. Evite o contato com águas contaminadas, lave bem as mãos e cozinhe bem os alimentos. Utilize preservativo em todas as relações sexuais.
Metas- O Brasil tem como prioridade, até 2015, a realização de campanhas nacionais que estimulem os seus cidadãos a se vacinarem gratuitamente contra a hepatite B e buscarem o diagnóstico precoce. O objetivo é atingir cobertura vacinal superior a 90% e identificar os milhões de brasileiros que o Ministério da Saúde estima que estejam infectados pelos os vírus B e C.
A hepatite é a inflamação do fígado e pode ser causada por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, doenças autoimunes ou metabólicas e genéticas. É uma doença silenciosa que nem sempre apresenta sintomas, que são: cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Milhões de pessoas são portadoras dos vírus B ou C e não sabem, correndo o risco da doença evoluir (tornar-se crônica) e causar danos graves ao fígado como cirrose e câncer.
A transmissão da hepatite A é fecal-oral, ou seja, está ligada a condições de saneamento básico, higiene pessoal, qualidade da água e dos alimentos.
A transmissão das hepatites B e C pode ser por transfusão de sangue (receber sangue contaminado), ato sexual sem preservativo, compartilhamento de objetos contaminados (agulhas, seringas, lâminas de barbear, escovas de dente, alicates de manicure), utensílios para colocação de piercing e confecção de  tatuagens, compartilhamento de material para uso de drogas injetáveis e inaláveis, de mãe para filho na hora do parto, e procedimentos cirúrgicos, odontológicos ou hemodiálises sem as adequadas normas de biossegurança.
A transmissão por via sexual é mais comum para o vírus da hepatite B que para o da C, que pode ocorrer principalmente em pessoa com múltiplos parceiros, com alguma lesão genital ou infectada com o HIV.
A evolução das hepatites varia conforme o tipo de vírus. A causada pelo vírus A é uma forma aguda, que não têm potencial para virar crônica, assim, o indivíduo pode se recuperar completamente, eliminando o vírus de seu organismo. As hepatites B e C podem apresentar tanto formas agudas quanto crônicas, quando a doença persiste no organismo por mais de seis meses.
Por isso, é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam a hepatite!

 

 
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