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Malcom, vendido por quase R$ 180 milhões na Europa, rendeu só R$ 25 milhões ao Corinthians
A equipe que contou com o jovem dos 11 aos 18 anos de idade, no entanto, fez apenas pouco mais de R$ 25 milhões com a revelação
12:07   25 de Julho, 2018
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Malcom trocou o Bordeaux pelo Barcelona, após ter tudo acertado com a Roma, por 41 milhões de euros (mais de R$ 179 milhões na cotação atual). Clube que o revelou, o Corinthians tem direito a pequena parte da cifra, em mais uma vez que o atacante coloca dinheiro nos cofres alvinegros.

A equipe que contou com o jovem dos 11 aos 18 anos de idade, no entanto, fez apenas pouco mais de R$ 25 milhões com a revelação. Equivalente a apenas 14% de seu valor no futebol europeu.

Tudo começou em 2014, quando o Corinthians abriu mão de 40% dos direitos econômicos que tinha do atleta para pagar dívida envolvendo o volante Ralf. Já em 2017, o clube vendeu 15% de Malcom que ainda mantinha, em percentual que renderia bem mais agora, menos de um ano depois.

Malcom assinou seu primeiro contrato profissional em 2013, aos 16 anos. Na ocasião, os direitos econômicos da promessa foram divididos da seguinte forma: 70% para o Corinthians, 10% para a Luís Fernando Assessoria Esportiva (do empresário Fernando Garcia), 10% para a GT Sports Assessoria (de Guilherme Miranda e Thiago Ferro); 10% para a ART Sports (de Nilson Moura).

Essa configuração mudou em abril de 2014. Garcia, até hoje principal representante de Malcom, cobrava uma dívida de pouco mais de R$ 2 milhões do Corinthians, em virtude de uma quantia não recebida em 2012, quando o clube rejeitou proposta por Ralf – de quem o empresário tinha 15%.

Segundo Garcia, na época, o Corinthians cobriu uma oferta da Fiorentina pelo volante, em meio à disputa da Copa Libertadores, e remunerou os demais agentes com percentual do atleta, mas não ele. O imbróglio só foi resolvido dois anos mais tarde, durante a gestão de Roberto de Andrade.

Para quitar a dívida, o clube paulista cedeu 40% de Malcom a Garcia, além de percentuais do lateral Guilherme Arana e do meia Matheus Pereira. Mais tarde, o agente repassaria parte dos direitos que recebeu também à GT Sports e à ART Sports, enquanto o Corinthians ficou com 30%.

Quando o Bordeaux contratou Malcom, em janeiro de 2016, pagou 5 milhões de euros (cerca de R$ 22 milhões na época) por 50% dos direitos. Segundo Garcia, todas as partes envolvidas venderam metade do que tinham e mantiveram o restante. O Corinthians, então, negociou 15%, recebendo R$ 3,3 milhões, e seguiu com 15% - em valores corrigidos pelo IGP-M, a cifra equivale a R$ 3,7 milhões.

Se, naquela ocasião, a equipe ainda detivesse 70% dos direitos econômicos do primeiro contrato de Malcom e negociasse metade, teria direito a R$ 7,7 milhões (R$ 8,6 milhões corrigidos).

Já os 15% do atacante que ainda eram do Corinthians foram negociados em setembro de 2017. Em meio a negociações pelo zagueiro Pablo, o Bordeaux adquiriu o restante de Malcom pagando 4,5 milhões de euros, ou R$ 16 milhões na época - em valores corrigidos, R$ 17,2 milhões.

Caso não tivesse feito esse negócio e seguisse dono de 15% de Malcom, o clube teria direito a R$ 26,8 milhões dos R$ 179 milhões pagos pelo Barcelona. Quase R$ 10 milhões a mais do que recebeu.

Agora, do dinheiro pago pelos catalães ao Bordeaux, o Corinthians só tem direito à parte referente ao mecanismo de solidariedade da Fifa. Pelo tempo que teve Malcom, 2,5%, ou R$ 4,5 milhões.

No Corinthians, Malcom passou por quase todas as categorias na base, incluindo futsal, até ser promovido ao profissional por Mano Menezes, em 2014. Com Tite, em 2015, foi campeão brasileiro.

 
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