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Terceirizados da UNEMAT paralisam atividades no Campus de Cáceres
Por enquanto, atividades no Campus de Alta Floresta seguem normal. Servidores estão com salários atrasados
12:08   20 de Agosto, 2018
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Foto: G1 | arquivo pessoal

Ana Paula Selhorst
Mato Grosso do Norte

De acordo com o boletim informativo nº 004/2018, o campus de Cáceres da Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT- está com as atividades parcialmente paralisadas devido, principalmente, ao atraso no salário dos trabalhadores terceirizados. No entanto as atividades seguem normalmente no campus Alta Floresta.

Neste mesmo boletim, lançado após assembleia conjunta de docentes e técnicos administrativos, consta a informação de que os trabalhadores terceirizados estão sofrendo com atrasos nos pagamentos há 14 meses, e que estes ainda não receberam o mês de julho, além de estarem ocorrendo irregularidades, diversas vezes, nos direitos trabalhistas destes (FGTS não é depositado desde março, as férias vão completar dois anos em outubro sem pagamento, o percentual de reajuste no salário base, de 2,5%, não foi pago desde janeiro).
 A Secretaria de Fazenda prometeu a UNEMAT que o repasse seria feito no dia 17. Desta forma, os trabalhadores estariam recebendo no dia de hoje, 20.
 Diante disto, os docentes e técnicos decidiram por unanimidade demonstrar irrestrito apoio à paralização destes trabalhadores, e decidiram que devem voltar a se reunir ainda hoje, a situação voltará a ser analisada e uma assembleia deverá ser realizada novamente, no caso do não pagamento destes trabalhadores.
 Tal situação alarma, pois o próprio governo do Estado editou nesta terça feira um decreto parcelando o pagamento de fornecedores no total de 500 milhões de reais, em 11 meses, sem juros ou correção, diz o boletim informativo. 
 “Nós, trabalhadores do serviço público, ainda temos três parcelas da RGA para receber este ano (setembro, outubro e dezembro, com 7,56% no total), referentes à recomposição inflacionária de 2018, e mais 1% em outubro de 2019. Esses percentuais estão em risco, seja pela crise fiscal do Estado anunciada pelo governo, seja por manobras do TCE, que está questionando essa recomposição. Portanto, devemos nos mobilizar e ficar atentos. A situação dos trabalhadores terceirizados não é um caso isolado. Eles vivem uma situação hoje, que poderá ser a dos docentes e técnicos amanhã”, finaliza o boletim lançado pela Diretoria da ADUNEMAT. 

 
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