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Mil e uma funções
Há quase quatro anos à frente do “Fantástico”, Poliana Abritta se divide entre a apresentação e a reportagem do dominical
18:04   24 de Agosto, 2018
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POR CAROLINE BORGES
TV PRESS

Poliana Abritta é do tipo de profissional que não tem medo do novo. Pelo contrário, ela se sente mais instigada por projetos inéditos. Não à toa, a jornalista natural de Brasília foi aproveitando cada oportunidade oferecida para sair da temida “zona de conforto”. Sem um concreto planejamento de carreira, ela foi experimentando as mais variadas temáticas dentro do jornalismo até chegar ao comando do “Fantástico”, em que divide a apresentação com Tadeu Schmidt há quase quatro anos. “Sempre gostei de fazer coisas diferentes. De um jeito diferente. Não posso dizer que planejei cada passo, tudo foi acontecendo. Fui trabalhando, inventando, as portas se abriram e eu segui, como faço até hoje. Vivo cada trabalho com muita intensidade. Sou apaixonada pela minha profissão”, valoriza Poliana, que, atualmente, também está à frente do quadro “Fertilidade, Um Projeto de Vida”, exibido dentro da revista eletrônica. “A grande riqueza do nosso trabalho é que sempre aprendemos. As histórias dos personagens são inspiradoras. A coragem de cada um deles, homens e mulheres, de coração aberto, dividindo momentos muito íntimos com a gente e com o Brasil inteiro”, completa.
Formada pela UniCEUB, Centro de Ensino Unificado de Brasília, Poliana considera a capital federal o local onde nasceu profissionalmente. A jornalista iniciou sua trajetória na Globo em 1997. Em seus primeiros anos, ela colaborou para o “Bom Dia DF” e “DFTV- 2ª Edição”, em que trabalhava na reportagem e na produção. Após dois anos, foi conquistando maior espaço no noticiário nacional, como “Jornal da Globo” e “Jornal Nacional”. Durante o período em que trabalhou como repórter no Distrito Federal, Poliana participou de grandes coberturas políticas, como o Mensalão e as eleições presidenciais. “Brasília é a minha história. Vivi 38 anos lá. Aprendi a ler as entrelinhas da política. É uma vivência que forma você como profissional para a vida inteira. Uma vez um repórter de tevê, já veterano, disse que ‘Brasília é uma experiência que todo repórter precisa ter’. Acho que ele resumiu bem”, aponta. Totalmente à vontade na frente das câmaras, a jornalista sempre teve o desejo de trabalhar na televisão. Após alguns anos como repórter, ela passou a integrar o rodízio de apresentadores do “Jornal Hoje” e também cobriu as férias de Cristiane Pelajo no “Jornal da Globo”. “Sempre gostei da bancada. Gosto de estar perto das pessoas e a bancada é o lugar que mais me aproxima do público. Comecei em televisão aos 19 anos, ainda na faculdade. Comecei na bancada de um programa diário, de cinco minutos, voltado para micro e pequenos empresários. A bancada nunca saiu de mim”, lembra.
P – Como surgiu a ideia para o quadro “Fertilidade, Um Projeto de Vida”?
R –Tem alguns assuntos sobre os quais precisamos falar. São 8 milhões de brasileiros que querem ter filhos e não conseguem, de acordo com os dados da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida. E esse é um caminho que, na maioria das vezes, as pessoas percorrem em segredo, sofrendo em silêncio. Ao falar sobre isso, as histórias se abraçam, homens e mulheres percebem que não estão sozinhos e que é preciso olhar para essa realidade de perto.
P – Apesar de estar à frente da apresentação do “Fantástico”, você sempre está envolvida em reportagens especiais e entrevistas. Foi um desejo seu seguir produzindo matérias para o programa? 
R – Sou apresentadora do “Fantástico” há quase quatro anos. Desde que assumi o programa, tinha em mente que continuaria fazendo reportagens e entrevistas. Conciliar tudo isso requer tempo e dedicação. São trabalhos que se completam e me completam como profissional e como ser humano.
P – Nos últimos anos, o Brasil mergulhou em uma conturbada crise política e, por um longo tempo, você foi repórter em Brasília. Como esses anos na capital federal ajudaram nesse e em outros momentos de ebulição política?
R – Esses anos formaram o meu jeito de olhar. E me fizeram criar um hábito que nunca vou perder: ao ler uma declaração ou ouvir uma entrevista, imediatamente faço mil outras perguntas sobre o que aquilo quer realmente dizer. Como cidadã e jornalista, acredito na nossa capacidade de evoluir a partir de momentos como este.  
P – A televisão é um veículo que deixa o jornalista em bastante evidência. Em algum momento, você sente que as figuras da celebridade e da jornalista acabam se confundindo para o público por conta da exposição?  
R – É natural que o público tenha curiosidade sobre as nossas vidas. Estamos ali, entrando na casa das pessoas todos os domingos, fazemos parte de um momento familiar. Mas, por outro lado, somos jornalistas e não podemos esquecer disso.  
P – Antes de assumir a apresentação do “Fantástico”, você recebeu um convite para participar do “Globo Mar”. Porém, vinha de um histórico de reportagens “hard news”. Como foi essa experiência?
R – Na época, eu brincava dizendo que eu não era do mar, mas era da cachoeira, que também tem seus encantos, mistérios e riscos. Mas o “Globo Mar” veio depois de uma temporada de reportagens com outro perfil, mesmo que dentro da própria política. Essas reportagens fizeram com que me enxergassem aberta para um programa como aquele. E depois, graças ao “Globo Mar”, muitas outras portas se abriram. Sou muito grata a tudo o que vivi com aquela equipe de “marinheiros”.

"Fantástico" – Globo – Domingo, às 21h.

 
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