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Alta Floresta pede um basta à violência contra a mulher
Manifestação em Alta Floresta chama a atenção para a violência contra a mulher
12:08   29 de Agosto, 2018
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Carlos Alberto de Lima
Pref. de Alta Floresta

Lideradas por Ilmarli Teixeira, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, várias representantes das mulheres altaflorestenses, munidas de faixa e cartazes, se posicionaram frente ao semáforo localizado próximo à Câmara de Vereadores, aproveitando os intervalos do sinal para ocuparem a faixa de segurança e mostrarem a indignação contra abusos de todo o tipo de violência a que as mulheres são submetidas.
Lembrando que o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher precisa ter uma maior visibilidade, com ações que beneficiem e que tragam a devida segurança às mulheres de uma maneira geral, Ilmarli salienta que embora a violência contra a mulher seja ponto de referência em todas as discussões e debates, infelizmente os números crescem, e o índice de feminicídio só tem aumentado no Brasil e, inclusive, em Mato Grosso. “Essa ação de hoje é uma de muitas que precisamos desencadear, e só teremos êxito com a participação da sociedade e com as mulheres tendo a consciência que não se pode mais aceitar serem vítimas da violência dentro da própria casa, dentro da própria família. Que denunciem e que as denúncias não apenas cheguem aos órgãos competentes, a justiça, ao ministério público, mas que tenham a solução, porque não adianta a denúncia chegar e elas não serem apuradas e os agressores não serem punidos”, pontua.
Para a presidente do Conselho, essa ação reunindo as mulheres e pedindo o basta, o não contra a violência, vem com o alerta de que a violência não é só física, não é só verbal, ela se manifesta por um assedio, pelas redes sociais, pelo processo da tecnologia e, muitas vezes, pela própria informação, onde se utiliza da tecnologia para assediar e promover a violência contra a mulher e também contra todas as pessoas.  “É preciso que a gente de um basta, que trabalhe e mostre a sociedade que as mulheres ocupam um espaço, um diferencial, e que tenham o devido respeito”, finaliza.

 
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