Jornal MT Norte
Publicidade
         
                
Entre passado e presente
Elizabeth Jhin volta ao horário das seis com “Espelho da Vida” para mais uma trama espiritualizada
12:39   21 de Setembro, 2018 - Fonte: Foto: JORGE RODRIGUES JORGE/CZN
7b34c0153bbb0fecaaf1017c6d1f2bcc.jpg

POR ANNA BITTENCOUR
TV PRESS

O sobrenatural sempre permeou as novelas de Elizabeth Jhin. E, com “Espelho da Vida”, que estreia na próxima terça, não será diferente. A novela, que substitui “Orgulho e Paixão” no horário das seis, de novo usa a fórmula de misturar o passado e presente, desta vez, com um detalhe adicional. Na história, Cris, personagem defendida por Vitória Strada, viaja para Minas Gerais para fazer um filme. Chegando lá, ela viaja no tempo para cem anos atrás, e descobre que foi Júlia, uma jovem brutalmente assassinada no passado. A partir daí, ela viverá um dilema por amar Alain, de João Vicente de Castro, no presente, e Danilo, interpretado por Rafael Cardoso, e que vive no passado. “Ambos são homens cativantes e interessantes. Mas, claro, há o fato de serem de diferentes dimensões, e acho que isso vai mexer com a torcida do público”, antecipa. 
Elizabeth Jhin foi aluna da primeira turma de Oficina de Roteiros da Globo e, durante 15 anos, atuou como colaboradora de grandes autores, como Walther Negrão e Manoel Carlos. Em 2007, ela teve a chance assinar “Eterna Magia”, seu primeiro folhetim solo. Depois, foram mais cinco trabalhos, todos com uma temática sobrenatural e espiritualizada. “Acredito na espiritualidade, no bem e na paz que ela traz à nossa vida. Admiro muitos ensinamentos do espiritismo, do budismo, do cristianismo, da cabala. Acho que, na verdade, tudo se resume a amar a Deus, Alá, Criador – como se quiser rotular – e ao nosso próximo como a nós mesmos”, justifica.
P – Como surgiu a ideia de “Espelho da Vida”?
R – Ainda estava escrevendo “Além do Tempo” quando isso veio na minha cabeça. Pensei em contar uma história da gravação de um filme dentro da novela, mostrando os bastidores, a produção, o elenco. Uma espécie de metalinguagem. Uma amiga me falou sobre o caso de uma jovem assassinada pelo noivo no Século XIX, e me inspirei nela para criar a minha Júlia. Minha intenção foi usar três tempos - passado, presente e o tempo do filme. E tudo acontecendo ao mesmo tempo, para que as pessoas acompanhem as situações e torçam pelos personagens das duas épocas.
P – Como você define a novela?
R – É essencialmente uma história de amores e dores que atravessa o tempo, com muito mistério, mas sem abandonar o humor e a leveza. Acredito que o tema possa trazer esperança para nossas vidas. Sempre li muito sobre vidas passadas, viagem no tempo e, para essa novela, intensifiquei isso, vi muitos filmes. Acho que a maioria das pessoas gostaria de brincar com a ideia de voltar ao passado e ter a chance de mudar alguma coisa.
P – Você acredita que mostrar os bastidores de um filme seja um diferencial na novela?
R – Acho que o público gosta muito de saber o que acontece nos bastidores. Os atores são pessoas como as outras, com seus amores, dúvidas, defeitos e qualidades. Tratar esse universo de forma leve e divertida pode sanar um pouco dessa curiosidade de quem está assistindo e, claro, chamar mais atenção para a trama.
P – Como foi a escolha das cidades históricas de Minas Gerais para contar essa história?
R – Sou mineira de Belo Horizonte e amo o povo de Minas, as comidas, o jeito de falar e acho que as cidades históricas, com seu belíssimo patrimônio cultural, deviam ser conhecidas e visitadas por todos os brasileiros. Na sinopse, fiz algumas sinalizações de como era essa cidade fictícia da novela, que é localizada em Minas Gerais. Pedro (Vasconcelos, diretor artístico) teve a ideia genial de focar em Carrancas, Ouro Preto, Tiradentes e, especialmente, Mariana.
P – Como funcionam as transições entre os diferentes tempos?
R – A cada viagem de Cris ao passado, ela faz uma nova descoberta que liga sua vida anterior, como Júlia, à sua vida como Cris. Ela vai descobrindo que pessoas que fazem parte de seu cotidiano já estavam em sua história há muito tempo, o que pode impactar sua maneira de ver as coisas e pessoas que a cercam na atualidade. Acho que o público se envolverá com a história e ficará com vontade de descobrir tudo que aconteceu no passado. A motivação dela é descobrir quem realmente matou Júlia, e essa descoberta vai impactar fortemente a trama.

“Espelho da Vida” – Globo – De segunda a sábado, às 18h20.

 
COMENTÁRIOS
© Copyright 2014 Jornal Mato Grosso do Norte