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Setor Caná | Associação quer produzir ração para diminuir custo aos produtores
Fundada em 1987, associação dos Pequenos Produtores do Setor Caná, tem prestado um importante trabalho para os associados
12:22   01 de Outubro, 2018
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Reportagem
Mato Grosso do Norte

A Associação dos Pequenos Agricultores do Setor Caná, no município de Carlinda, fundada em   1987, vem realizando um importante trabalho para organizar e fortalecer as ações dos agricultores Familiares, que atuam na produção de leite, principal atividade econômica dos moradores da localidade.  
A Associação agrega mais de 40 associados e tem como presidente, Clodoaldo Jungles. Ele conta que o leite é recebido dos produtores associados em um tanque resfriador, é feito os repasses, e a associação também compra produtos mais em conta, assim como o milho para a produção de ração, adquiridos com preços mais em conta. O recurso para manter o funcionamento da Associação vem da sobra do leite no tanque e o leite é vendido para o laticínio Marajoara. 
Ao longo destes anos, a entidade tem trabalhado para ajudar seus associados a terem condições de ter uma vida digna no campo. “A função da associação e nosso objetivo sempre foram fortalecer o pequeno produtor e apesar de não ter sido fácil, muitas conquistas foram alcançadas”, disse o presidente. 
A Associação construiu um barracão com recursos provenientes da cooperação dos associados, tem um trator que foi repassado através da prefeitura em comodato, e que ajuda os associados a desenvolver suas atividades. 
“Construímos o nosso barracão com muito esforço. E agora, nossa meta e conseguir o maquinário para produzir a ração aqui para ter um custo menor. Hoje, compramos a ração fora e repassamos no mesmo preço que adquirimos aos produtores”, disse Clodoaldo.
O tesoureiro da associação, Severino Firmino, avalia que a entidade tem a importante função de ajudar os agricultores familiares do Setor Caná, a terem produção e uma renda melhor em suas propriedades.
“É uma luta longa. Fundamos a associação para as famílias de agricultores de nosso setor terem organização. Mas como a associação não visa lucro, a renda é muito pequena. Recebemos o leite do produtor na régua do tambor, e na hora de passar para o caminhão, a sobra,  de 10 litros, às vezes 12, é para a despesa do resfriador, como energia e manutenção”, explica Severino.
Conforme Severino, foi com estes centavos, economizados durante os últimos 10 anos, que a associação conseguiu construir o barracão. “Hoje o barracão está num custo em torno de R$ 50 mil. E esse recurso conseguimos economizando estes centavos. Nossa intenção [a diretoria] é que barateie o custo para tratar as vacas e porcos”, disse.
Hoje, segundo Severino, a associação consegue comprar o milho direto na fazenda a preço menor por carga, e o custo que o produto chega, é repassado para o produtor, sem visar lucro. Isto favorece ele a produzir mais barato.
A ração é importante, de acordo com ele, porque nesta época do ano, por falta de trato por causa da estiagem, a produção de leite sofre uma grande queda. “Na época das águas, produzimos uma média de 1.500 litros/ dia. Hoje, caiu para menos de 500 litros. A ração fica muito cara para comprar direto nas lojas e ainda não conseguimos comprar as máquinas para produzir aqui mesmo a ração”, enfatiza.

Na opinião de Severino, a organização dos pequenos produtores através de associações como a do Setor Caná, é o caminho, porque une e fortalece os produtores. 
“Conseguimos ser mais fortes na hora de vender o nosso produto que é o leite e para comprar os produtos, compramos em maior quantidade, e fica mais barato para o produtor", explica.
“Hoje, o milho para comprar nas empresas, custa R$ 40, 00 a saca e comprando nas fazendas, conseguimos a R$ 30,00. A visão nossa e nossa função é baratear para o produtor”, justifica.

 
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