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Deputados estaduais não se elegem, ficam sem foro e com risco de prisão
Sem foro a partir de 2019, deputados podem ir para a prisão
12:42   10 de Outubro, 2018
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RAFAEL MACHADO
RepórterMT

Dos 15 deputados estaduais que foram citados na delação do ex-governador Silval Barbosa ou que são investigados em casos de corrupção, dez não conseguiram se reeleger nesta eleição. Entre eles, estão Mauro Savi (DEM), Gilmar Fabris (PSD) e Romoaldo Júnior (MDB).
Savi foi preso após a deflagração da Operação Bônus, relativo à segunda etapa da Bereré. O parlamentar é acusado de liderar um esquema que desvio cerca de R$ 30 milhões do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) por meio de contrato com a EIG Mercado, antiga FDL. Permaneceu mais de 100 dias preso no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) e só foi liberado após o Pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) ter aceitado a denúncia do Ministério Público do Estado (MPE) e mandar soltar cinco réus da ação.
Silval cita em sua delação que havia um acordo político, desde o governo Blairo Maggi (PP), sendo que as indicações para comandar o Detran eram feitas pelo deputado Mauro Savi. O ex-governador contou, ainda, que Savi era quem comandava a autarquia.
Nesta eleição, o democrata conseguiu apenas pouco mais de 11 mil votos, 44 mil a menos do que recebeu nas eleições gerais de 2014, quando obteve 55 mil votos sendo um dos deputados mais votados. Outro que também não conseguiu manter sua cadeira na Assembleia foi Gilmar Fabris.

Silval contou em sua delação que o deputado havia pedido ajuda de R$ 8 milhões para comprar uma vaga de conselheiro de Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), além de ter participado de uma reunião com outros deputados para exigir retorno das obras da Copa do Mundo. Além de ser citado na delação, ele foi preso após pedido do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, em decorrência da Operação Malebolge, da Polícia Federal.
Deixou a prisão, após a Assembleia ter aprovado alvará de soltura. Além disso, o deputado estadual foi condenado a seis anos e oito meses de prisão - em regime semiaberto - por crimes cometidos enquanto era presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.Ele teria assinado 22 cheques utilizados em um esquema que desviou R$ 1,5 milhão do Legislativo.
Também foram citados na delação de Silval e não conseguiram eleger: Pedro Satélite (PSD); Wagner Ramos (PSD); Silvano Amaral (MDB); Oscar Bezerra (PV); Adalto de Freitas, o Daltinho (SD); Sartunino Masson; e Zeca Viana (PDT).
Conseguiram continuar no Legislativo Sebastião Rezende (PSC); Dilmar Dal Bosco (DEM); Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD); Eduardo Botelho (DEM); Guilherme Maluf (PSDB).
José Domingos Fraga (PSD), que também foi alvo da delação de Silval, não disputou nenhum cargo nesta eleição. Baiano Filho (MDB) decidiu desistir da reeleição para coordenar campanha de Mauro Mendes (DEM). Os deputados que foram citados na delação de Silva Barbosa, na época desmentiram as informações prestadas pelo ex-governador.

votos dos Delatados 
Romoaldo Júnior
Eleição 2018 - 18.467
Eleição 2014 - 41.764
Perdeu: 23.297 
Pedro Satélite (PSD)
Eleição 2018 - 13.860
Eleição 2014 - 20.120
Perdeu: 6.260 
Wagner Ramos (PSD)
Eleição 2018 - 8.049
Eleição 2014 - 26.484
Perdeu: 18.435
Silvano Amaral (MDB)
Eleição 2018 - 18.068
Eleição 2014 - 15.310
Ganhou: 2.758 
Oscar Bezerra (PV)
Eleição 2018 - 11.827
Eleição 2014 - 20.390
Perdeu: 8.563
Adalto de Freitas (SD)
Eleição 2018 - 7.528 - suplente
Eleição 2014 - 14.304 – suplente
Perdeu: 6.776
Gilmar Fabris (PSD)
Eleição 2018 - congelado
Eleição 2014 - 20.082

 
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