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Prefeito diz que município depende de parceria para construir aterro sanitário
Por enquanto não há previsão de quando município resolverá problema do lixão
12:19   24 de Outubro, 2018
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José Vieira do Nascimento
Editor Mato Grosso do Norte

A construção de um aterro sanitário para receber e a dar a destinação correta aos resíduos sólidos e lixo doméstico ainda está sem previsão de ser construído em Alta Floresta. Atualmente, o município tem apenas um local onde o lixo urbano é depositado, sem nenhuma proteção ao Meio Ambiente.
Durante a entrega de dois caminhões para o serviço de coleta do lixo, realizada na manhã desta terça-feira, 23, o prefeito Asiel Bezerra concedeu uma entrevista exclusiva à Mato Grosso do Norte, e disse que a prefeitura precisaria ter de R$ 2 a 3 milhões para construir um aterro sanitário e que está tentando conseguir reste recurso. 
Apesar de estar concluindo o sexto ano, a atual administração não avançou nesta questão. Desde 2010, todos os municípios brasileiros foram orientados a seguir uma política nacional de resíduos sólidos. As cidades devem fazer a coleta e destinar o lixo, de acordo com as normas ambientais, não podendo ser lixões, que foram proibidos em todo o país. 
“Fizemos uma pesquisa e a prefeitura teria que gastar R$ 6 milhões para contratar uma empresa especializada, somente para retirar o lixo que está depositado no lixão e dar a destinação correta para tudo que está lá”, disse.
Segundo o prefeito, outra pesquisa feita pela prefeitura de Alta Floresta na tentativa de encontrar uma solução, pelo menos temporária para o problema da destinação do lixo, constatou que o local mais próximo de Alta Floresta, seria Primaverinha, localidade perto à Sorriso. Porém, a prefeitura teria que entregar o lixo lá e o preço cobrado por tonelada é de R$ 200,00.  
“Esta solução também se mostrou inviável, porque Alta Floresta produz 50 toneladas de lixo por dia”, disse Asiel.
 Todavia, nem tudo é escuro neste cenário. Conforme o prefeito, a prefeitura está fazendo uma parceria com o Ministério Público do Trabalho, para formar uma cooperativa de catadores de lixo. Ele disse que o processo está em fase de documentação, mas que são reais as possibilidades de dar certo.

Com a cooperativa regularizada, o município começará a implantar coleta seletiva em pelo menos parte do lixo produzido na cidade. 
“Para resolver esta questão, tem que construir o aterro sanitário e a prefeitura não consegue fazer esta ação sozinho. Temos que ter parceria. E esta parceria com o Ministério Púbico para a cooperativa de catadores, é um importante avanço”, destaca.
Asiel Bezerra observa também que outro avanço neste segmento para o município, é a aprovação do Plano de Resíduos Sólido, que está sendo finalizado e que deve ser enviado em breve para aprovação da Câmara Municipal. 
Com o Plano em mãos, a prefeitura pode viabilizar recursos para equacionar a questão do aterro sanitário. 
“O município está trabalhando na construção do Plano, há quase 3 anos. Mas agora, o Plano está em fase final de elaboração. E com ele aprovado pelos vereadores, estaremos habilitados para buscar recursos para este setor e fazer  os investimentos”, assegura.

 
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