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Rússia retoma compras de carne suína e bovina de frigoríficos brasileiros
Comércio estava suspenso desde dezembro de 2017 devido à detecção de promotor de crescimento
11:52   05 de Novembro, 2018
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 A Rússia vai retomar as importações de carne suína e bovina do Brasil a partir desta quinta-feira (1/11). Os embarques estavam suspensos desde o início de dezembro de 2017, devido à contaminação cruzada (acidental, não intencional) pelo promotor de crescimento ractopamina, na formulação de rações usadas na alimentação dos animais. 
A decisão beneficia uma planta de Mato Grosso, o frigorifico Agra agroindustrial de alimentos, habilitado parta o abate de gado de corte, localizado em Rondonópolis. 
E o país tem restrições ao produto. O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, recebeu nesta quarta-feira (31), o comunicado oficial do Serviço Sanitário Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária (Rosselkhoznadzor), e comemorou a decisão “tomada depois de vários meses de negociações”.
Até a Operação Carne Fraca a Rússia consumia 38% da carne suína de Mato Grosso. O país suspendeu as importações após a repercussão da operação, que investigou um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos, e também apontou problemas na qualidade das carnes produzidas em alguns frigoríficos brasileiros.
O documento russo informa que “é possível remover as restrições impostas a todas as empresas exportadoras, levando em conta a análise das medidas adotadas pelo Brasil e as garantias fornecidas pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do ministério, sobre o cumprimento das condições de produção e vendas de produtos de empresas brasileiras”. O serviço sanitário russo também analisou os resultados dos estudos laboratoriais de produtos elaborados por empresas brasileiras.
O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luis Rangel, explica que “foi feito um trabalho intenso de rastreabilidade e segregação na produção para atender aos requisitos do mercado russo, embora a ractopamina seja um produto seguro”. 

Todas as medidas adotadas foram acompanhadas de trabalhos técnicos e de discussões com as autoridades sanitárias russas. “Esperamos que o setor privado entenda que as ações de certificação e segregação são necessárias para preservar este mercado”, alertou Rangel. Conforme o secretário “o ministério sempre estará preparado para discutir tecnicamente com os russos, mas as garantias que devem ser dadas ao longo da cadeia produtiva são de responsabilidade do produtor e do frigorífico”. 
O secretário espera que com a retomada das exportações as empresas adquiram o fôlego que perderam ao longo de 2018 com a greve dos caminhoneiros e com o consequente desabastecimento causado pela paralisação.  
Carne Fraca- A primeira fase da Operação Carne Fraca, lançada em março de 2017, investigou o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos. Cinquenta e nove pessoas viraram rés. 
A operação causou um impacto financeiro de R$ 363 milhões nas contas da BRF de 2017. Houve gastos e despesas extras com mídia e advogados, além de frete, armazenagem e perdas com devoluções de produtos.

 
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