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Nova Bandeirantes | Duas advogadas e um contador presos por envolvimento no incêndio da prefeitura
Conforme as investigações, objetivo era destruição de provas e incriminação do prefeito
11:25   14 de Novembro, 2018
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Reportagem
Com informações da assessoria

Após um ano, a população de Nova Bandeirantes foi surpreendida nesta terça-feira, pela prisão de sete pessoas, pela Polícia Judiciária Civil, envolvidas no incêndio da prefeitura municipal. Entre os presos estão as advogadas Claudineia de Oliveira e Najara Braz e o contador Fábio Rocha. O crime ocorreu no dia 2 de outubro do não passado.
A advogada Claudineia atuou na prefeitura nos mandatos do ex-prefeito Valdir Barranco (PT), hoje deputado estadual e da ex-prefeita Solange Kreidloro, que antecedeu o atual gestor.
Também foram presos a ex-servidora Kelle Boska que foi exonerada pelo prefeito Valdir Rio Branco, Juliano Thibes Guedes, o guarda que estava de plantão no dia do incêndio, Aparecido Fernandes da Silva e Cleberson Marciano, o Lebrão, que efetivamente teria ateado o fogo na prefeitura.
Cinco dos acusados foram presos em Nova Bandeirantes, um em Cuiabá e um dos acusados já encontra-se preso no Presídio Osvaldo Florestino (Ferrugem), em Sinop.
As investigações da operação Círculo de Fogo foram coordenadas pelos delegados Vinícius de Assis Nazário e Flávio Henrique Stringueta.
Outras quatro pessoas foram presas: K.A.B., que tinha cargo de controladora interna na Prefeitura e foi presa em Cuiabá); J.T.G., técnico em telecomunicações, conhecido como Lebrão, ou Gaúcho, foi contratado para por fogo na prefeitura e réu confesso do crime, foi subcontratado por J.T.G, que está preso em Sinop. 
Segundo a Polícia Civil, o presidiário atuou junto com Juliano Rocha de Oliveira, que foi assassinado em maio deste ano, por ligação com o tráfico de drogas.

Os presos vão responder por associação criminosa e dano qualificado por emprego de fogo. Os mandados de prisão temporária foram expedidos pelo Juízo da Comarca de Nova Monte Verde, após representação das duas autoridades policiais, nomeadas delegados especiais para a investigação.
Segundo a investigação, a intenção do incêndio na prefeitura de Nova Bandeirantes foi  destruir documentos do Departamento de Compras. As duas advogadas, a Controladora Interna e o contador da Prefeitura eram investigados em procedimentos internos na Prefeitura de Nova Bandeirantes.
Nas investigações do incêndio, a Controladora Interna da Prefeitura e as advogadas são apontadas como mandantes do incêndio. Elas tinham interesse em destruir documentos e acusar o prefeito Valdir Rio Branco do incêndio, para se livrarem de um procedimento administrativo (PAD), que respondiam internamente na Prefeitura.
Os supostos mandantes estariam envolvidos em um esquema de desvio de dinheiro no pagamento de serviços diversos da Prefeitura, via emissão de Notas de Autorização de Despesas. 
O delegado Flávio Henrique Stringueta disse que usaram a operação  Loki como pano de fundo para encobrir as fraudes que os ex-funcionários que eram investigados administrativamente, buscando acusar o prefeito de colocar fogo na prefeitura, tanto com intuito de destruir possíveis documentos objetos da operação da Defaz, quanto o processo administrativo, a qual respondiam internamente.
“Elas acreditavam que com a operação Loki e o incêndio, derrubaria o prefeito”, disse Stringueta. “Vamos ainda realizar algumas diligências de cunho cartorário e devemos finalizar essa investigação”, acrescentou o delegado Vinícius Nazário.
A Defaz informou que o incêndio não prejudicou a investigação da unidade, em razão dos documentos, de interesse da apuração, terem sidos arrecadados na ocasião dos cumprimentos de mandados de buscas.
Inocentado- O prefeito Valdir Rio Branco sempre negou qualquer envolvimento no caso e diversas vezes pediu agilidade nas investigações, para que a situação fosse esclarecida. Conforme ele, o município de Nova Bandeirantes estava sendo prejudicado pela falta de esclarecimento do caso e seria necessário que o inquérito fosse concluído urgente, com a revelação das pessoas envolvidas, para o município retomar efetivamente suas ações na esfera da administração municipal.

 
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