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Cinco Perguntas: Pura diversão
Ingrid Guimarães celebra os anos 1990 e "se joga" na disputa de "Os Melhores Anos das Nossas Vidas"
14:41   14 de Dezembro, 2018 - Fonte: Carta Z
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Foto: Foto: divulgação/TV Globo

por Geraldo Bessa
TV Press

É difícil arranjar uma brecha na agenda de Ingrid Guimarães. Sempre ocupada com projetos para o teatro, tevê e, sobretudo, no cinema, a atriz e comediante precisa de um convite que realmente a estimule para deixar de lado sua persona "realizadora" e se dedicar aos planos alheios. "Gosto de estar entre amigos. O lado bom de quando estou fora do ambiente autoral é conseguir me desligar do comando de tudo e apenas curtir", avalia. Porém, como defensora da década de 1990 na gincana "Os Melhores Anos de Nossas Vidas", Ingrid teve de suar. "Me falaram que seriam poucos episódios. Mas não citaram a entrega que o projeto exigiria em termos de estudo e coreografia. Por sorte, adoro estar entre amigos e o programa é pura diversão", valoriza.
Natural de Goiânia, mas moradora do Rio de Janeiro desde os 13 anos, Ingrid se dividia entre peças e pequenas participações na tevê até que se destacou na pele da intrometida Terezinha de "Por Amor", de 1997. No início da década seguinte, a vontade de produzir suas próprias ideias a levou a montar, ao lado da amiga Heloísa Périssé, o espetáculo "Cócegas", grande sucesso que acabou garantindo prestígio à dupla na tevê, que ficou por quatro anos à frente da série "Sob Nova Direção". Nos últimos anos, paralelamente à carreira de atriz, Ingrid investiu em sua porção apresentadora - atualmente ela está no ar com o "Viver do Riso", no canal pago Viva - e iniciou uma frutífera e rentável carreira de produtora e protagonista de cinema, a partir da franquia "De Pernas Pro Ar", que chega ao terceiro longa em 2019. "Produzir as próprias ideias é um caminho sem volta. O bom disso tudo é que vou atrás do que quero. Não posso reclamar de falta de trabalho", garante.
P - Há tempos que você desenvolve seus próprios projetos para o cinema, teatro e televisão. Como recebeu esse convite para integrar o elenco de "Os Melhores Anos das Nossas Vidas"?
R - Minha carreira é tão marcada pela independência que fico feliz quando alguém lembra de mim para um projeto especial. Quando a direção me fez o convite e me disse quem estava envolvido, me deu uma vontade imensa de fazer parte da produção. Acho que a ideia de resgate que "Os Melhores Anos das Nossas Vidas" faz é muito bem-vinda no momento. Seja para fazer comparações, análises ou mesmo pura nostalgia.
P - Na defesa dos anos 1990, você é um dos principais destaques da temporada. Se sentiu à vontade com as referências da década?
R - Muito. Acho que dá para ver que eu entendo do que estou falando. Sou de 1972, então, era jovem nos anos 1990 e acompanhei todas as modinhas, referências e perrengues do período. Era uma fase pré-internet e pude acompanhar essa revolução tecnológica de forma muito próxima. Mas, apesar dessa facilidade, o programa não é fácil.
P - Como assim?
R - Embora o esquema de gravações seja tranquilo, é preciso muita preparação para fazer bonito no estúdio. Não sou muito boa com coreografias e tive de me esforçar para aprender tudo e dançar com a minha equipe. Sou muito competitiva e isso foi ficando cada vez mais latente ao longo da temporada. Por fim, é tudo uma alegria só. Estou entre amigos.
P - Além de "Os Melhores Anos de Nossas Vidas", você também está no ar com o "Viver do Riso", no canal Viva. Documentar a comédia brasileira era um desejo antigo?
R - Sim. Costumo dizer que o "Viver do Riso" é o projeto da minha vida. É o trabalho que eu deixo para a posteridade. O processo de pré-produção foi longo. São 90 entrevistas que fiz com o propósito de mostrar a história do humor e de pessoas que vivem dele. Além disso, fiz o programa como uma forma de homenagem aos comediantes mais velhos, valorizar a importância deles e do humor para o nosso país. Fiquei muito feliz com a resposta do público.
P - Após a exibição na tevê, a série ainda será adaptada ao formato de longa-metragem. Qual a razão de levar o projeto para o cinema?
R - É uma forma de eternizar. Foi muito difícil condensar todo o material em uma série de 10 episódios de uma hora de duração. O corte para o cinema é ainda mais duro de fazer, mas queremos chegar ao essencial do "Viver do Riso". O cinema é uma paixão que eu descobri de verdade tem mais ou menos uma década. Vou esperar o lançamento de "De Pernas Pro Ar 3", em abril, e logo depois volto a trabalhar na reedição do "Viver do Riso".

"Os Melhores Anos de Nossas Vidas" - Globo - Quintas, às 23h20.
"Viver do Riso" - Viva - Sábados, às 19h15.

 
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