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Sem amarras
No elenco de “Jesus” e após uma década na Record, Fernando Pavão faz seu primeiro trabalho por obra na emissora
12:40   11 de Janeiro, 2019 - Fonte: Carta Z
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Foto: FOTO: DIVULGAÇÃO

CAROLINE BORGES

TV PRESS

 

Fernando Pavão mira uma nova etapa em sua carreira. Aos 47 anos e após quase uma década na Record, o intérprete do bruto Petronius, de “Jesus”, está trabalhando por obra. Ainda durante as gravações de “Apocalipse”, o ator decidiu não renovar seu contrato com a Record. Sua decisão passa por uma vontade de testar o atual e aquecido mercado do audiovisual. No entanto, antes de se jogar de vez em um novo sistema de trabalho, Fernando aceitou o convite da direção da emissora para integrar o elenco do atual folhetim bíblico. “Estou há quase 12 anos na Record. Conheço todo mundo aqui. Mas é a hora de me testar em novas coisas. Tive ótimos papéis na emissora. Sempre estou em busca de grandes personagens e boas histórias. Tenho muito orgulho da carreira que construí na Record. Cresci muito, mas ainda tenho mais para percorrer”, explica. Na trama de Paula Richard, Petronius é um soldado romano que, no governo de Pôncio Pilatos, papel de Nicola Siri, se torna centurião. Corajoso e leal, o personagem se envolve com Maria Madalena, de Day Mesquita, mas se afasta da jovem quando ela mostra sinais de possessão demoníaca. “É um personagem que tem uma força física que me leva a uma emoção muito forte. É uma grande responsabilidade. Estamos contando a história da humanidade”, afirma. 

  Natural de São Paulo, Fernando iniciou sua carreira artística no teatro. Aos 22 anos, na companhia Os Menestréis, ele atuou na montagem “A Televisão Matou a Janela”, de Oswaldo Montenegro. Após a experiência nos palcos, o ator ingressou na Escola de Teatro Célia Helena, em São Paulo. Sua estreia na tevê aconteceu em 1998, quando participou de “Meu Pé de Laranja Lima”, da Band. Na Globo, integrou o elenco de produções como “Malhação” e “Pé na Jaca”. Porém, foi ao longo do período em que esteve na Record que ganhou papéis de maior expressão, como o protagonista da minissérie bíblica “Sansão e Dalila”. “A vida de ator é um aprendizado todo dia. Cada personagem traz uma informação nova. Enquanto eu tiver um frio na barriga, estou no caminho certo”, pondera o ator, que não se sente pressionado por ocupar o posto de galã. “É um título que, na verdade, não me faz bem ou mal. É algo mais de quem vê ou do público. Gosto de me manter forte e ativo para fazer os papéis. Alguns personagens exigem saber andar a cavalo e usar uma espada ao mesmo tempo, por exemplo. Preciso estar apto para isso”, completa.

P – Ao longo de “Apocalipse”, você optou por não renovar seu contrato com a Record e, atualmente, está trabalhando por obra. O que o motivou a participar de “Jesus”?

R – Era um convite para um grande personagem. Eu não podia recusar. Tem uma história muito interessante e tem muita coisa envolvida. Além disso, é muito bom estar nesse projeto que conta a trajetória de Jesus. Foi um cavalo selado passando na minha frente.

P – Você está na Record desde 2007, quando participou da novela “Caminhos do Coração”. De lá para cá, viveu protagonistas e personagens de destaque nas produções. Por que optou por não renovar seu contrato?

R – Não posso dizer que nunca mais farei um contrato longo. Não sabemos o dia de amanhã. Mas, ao longo desses 11 anos, eu parei e pensei. Talvez eu queira me testar em outras coisas e ver como o mercado responde para mim. A Record é uma emissora que eu amo, minha segunda casa. É o lugar em que me sinto muito confortável. Talvez, seja a vontade de mexer um pouco nessa zona de conforto. 

 P – O convite para “Jesus” surgiu ainda durante as gravações de “Apocalipse”. Como foi esse período de preparação para a novela? 

R – Foi um processo diferente para mim. Terminei “Apocalipse” e fiquei uma semana em casa. Nesse período, eu já tinha alguns capítulos nas mãos para ler. Logo depois, embarquei para as gravações no Marrocos. Então, foi imersão total. Tudo foi muito em função do trabalho. Peguei algumas referências em filmes como “A Paixão de Cristo”, do Mel Gibson, mas busquei me encontrar no texto mesmo. Acho que muitas das respostas do personagem estão no roteiro. Tento extrair o máximo. A experiência no Marrocos foi enriquecedora também.

P – Por quê?

R – Tivemos uma integração do elenco muito forte. Foram três semanas muito intensas. Voltei muito mexido. É um local que tira você do mundo ocidental como conhecemos. As referências são muito diferentes das nossas. Faz pensar em um monte de coisas. Estamos contando uma história de 2 mil anos atrás e no mesmo cenário onde se passou. Tudo lá transporta você de uma forma muito forte.

P – Seu personagem, Petronius, não está na Bíblia. Como se dá o desenvolvimento dele ao longo da novela?

R – Essa é a parte legal da novela. Como o Petronius não é um personagem bíblico, ele pode ter esse envolvimento com a Maria Madalena. Isso dá uma abertura para a Paula (Richard) criar em cima desse personagem. Ou seja, é um papel muito fluido e se movimenta muito. Não é estático. Isso é o sonho de todo ator. Em “Apocalipse”, tive uma experiência parecida. Meu personagem começou de uma forma e terminou totalmente diferente, lutando contra o Anticristo.

 

“Jesus” – Record – Segunda a sexta, às 20h45.

 
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