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Secretário se diz preocupado com Decreto de Calamidade Financeira
Elói Almeida, secretário de Obras, diz que teme mais redução de recursos para Alta Floresta
17:15   29 de Janeiro, 2019
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José Vieira do Nascimento
Editor Mato Grosso do Norte

 

O secretário de Obras e ex-prefeito de Alta Floresta, Elói Luiz de Almeida, vê com muita preocupação a aprovação [pela Assembleia Legislativa] do decreto de calamidade financeira do Estado de Mato Grosso, proposto pelo governador Mauro Mendes. 
Segundo ele, o decreto vai diminuir ainda mais os repasses de recursos para os municípios, pelo menos a curto prazo. E apesar de apostar e confiar no governo de Mauro Mendes, o secretário discorda da necessidade do decreto de calamidade financeira. 
Para ele, Mato Grosso é viável, campeão nacional de produção de grãos e com um dos maiores rebanhos bovinos do país. 
De acordo com Elói, no período que vigorar o decreto, no prazo de 180 dias, a tendência é que os recursos que os municípios recebem do governo, irão sofrer ainda uma maior redução. 
E argumenta que algumas demandas são urgentes, como a provisão de escoamento da safra de grãos que está acontecendo, que não tem como deixar para depois. 
 “Fiz campanha para o Mauro Mendes, acreditando que ele melhore a região, principalmente na logística. Nossa esperança é que o governo invista na região. Mas estou preocupado com o decreto pela redução dos recursos. Nas minhas costas está uma responsabilidade muito grande. São 2.881 quilômetros de estradas, 267 pontes e 754 bueiros da malha viária do município, e é muito preocupante se não tiver recursos”, relata. 
“Vejo este decreto com muita preocupação. Os municípios precisam de recursos pra ontem, não é pra hoje! A safra de grãos está acontecendo. Temo fazendas no município de Alta Floresta que colhem 500 sacos de soja por hora e tem que escoar esta produção! Se não tiver estrada, o produtor fica sem uma solução. E temos que dar os meios de escoar a safra, para o produtor ter como atender aos seus compromissos”, enfatiza Elói. 

 

De acordo com o secretário, a prefeitura está tendo que fazer a recuperação das estradas, mesmo as que são de responsabilidade do governo estadual, com recursos próprios. Ele diz que, no caso de Alta Floresta,  do governo federal não recebe nada. E do governo estadual, cuja esperança era o Fethab, os repasses estão cada vez mais reduzidos.
“Quando assumi a secretaria de Obras, o repasse do Fethab para Alta Floresta era R$ 400 mil. Dava para fazer muitas coisas e até comprar maquinários. Mas depois, despencou”, lamenta.
De acordo com ele,  o repasse do Fethab caiu muito. Primeiro eram o grão, a madeira, o gado e o óleo diesel. Tirou o grão, madeira, o gado e ficou apenas 50% do óleo diesel para os municípios.
 “O valor que recebíamos ultimamente era de R$ 118 a 130 mil. Baixa todo mês, mas somos responsáveis por 800 quilômetros de estrada do Estado, que são as rodovias 325, 010, 419 e 460. Somos nós que temos que recuperar.  Com a aprovação do pacote do governo, dizem que irão unificar o Fethab, mas o governo vai destinar 60% para a Saúde e Segurança, não sabemos se vai melhorar ou piorar. E estou preocupado!”, reitera.
Todavia, ainda acredita que o governo irá dar a atenção que os municípios precisam e fazer as obras necessárias para viabilizar a logística e fazer a região se desenvolver. 

 

 
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