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Amante da sétima arte
Apresentadora do “Estúdio I”, da GloboNews, Maria Beltrão comanda a transmissão do Oscar na Globo há mais de 10 anos
13:46   22 de Fevereiro, 2019
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Por Caroline Borges
TV Press

Maria Beltrão construiu e consolidou sua carreira dentro da GloboNews. Apesar crescer profissionalmente em um canal de notícias “hardnews”, a jornalista foi além e conseguiu criar uma linguagem descontraída pelos noticiários que passou. Atualmente à frente do “Estúdio I”, espécie de revista eletrônica do canal a cabo, Maria mescla as notícias quentes do dia com pautas mais amenas. Movida pelo entretenimento, a apresentadora também é figura cativa na transmissão da cerimônia do Oscar da Globo, que acontece no próximo domingo, dia 24. Desde 2006, Maria comenta o evento mais importante do cinema mundial. “O tempo ajuda que a transmissão fiquei mais fácil ao longo dos anos. A gente vai entendendo cada vez mais o que funciona, vai se preparando cada vez melhor e afinando o ‘timing’ durante a cobertura”, explica Maria, que, no ano passado, completou 10 anos no comando do “Estúdio I”. “Tenho muito orgulho do programa e do time que formamos na frente e atrás das câmeras. São todos feras”, elogia.
Pela segunda vez, Maria irá dividir a transmissão do Oscar com o jornalista Artur Xexéo e a atriz Dira Paes. Durante suas pesquisas para o evento, a jornalista destacou o roteiro de “Vice”, “Green Book” e “A Favorita”. Todos indicados a “Melhor Filme”. “Não tenho ideia de quem irá vencer, até porque não há um consenso nem nas premiações anteriores ao Oscar”, opina. Mesmo participando da cobertura do Oscar até altas horas da madrugada, Maria estará ao vivo no “Estúdio I” na segunda, dia 25. “Estarei lá falando sobre Oscar, é claro”, promete. 
P – No final de janeiro, foram revelados os indicados ao Oscar. Com quanto tempo de antecedência você começa a se preparar para a transmissão da cerimônia? 
R – Em torno de um mês antes do evento o trabalho de pesquisa fica mais intenso. Mesmo antes, já começo a ver a maior parte dos filmes selecionados. Mas essa é a parte mais fácil. 
P – Como assim?
R – A parte mais complicada é fazer a pesquisa sobre os filmes indicados em cada categoria. É um trabalho de pesquisa extenso e, ao mesmo tempo, exige um filtro para pincelar as informações mais relevantes para o público amplo e diversificado que assiste à cerimônia. Essas informações precisam ser enxugadas e precisas para não atropelarem a transmissão em si, que conta com a tradução simultânea da Anna Vianna e os comentários enriquecedores do Xexéo e da Dira.
P – Você consegue assistir a todos os filmes indicados?
R – Tento assistir ao maior número possível dos filmes indicados. Alguns deles não estão disponíveis no Brasil e alguma coisa pode acabar passando. Mas sobre esses poucos a que não assisto, pego todas as informações a respeito, leio críticas internacionais, me preparo muito para o público ter sempre informação.
P – O Oscar conta com filmes “blockbusters”, mas também com produções menos conhecidas entre o grande público. Como é o seu trabalho para atingir um telespectador tão distinto?
R – Tento expor tanto curiosidades sobre o filme quanto informações que revelem o motivo de ele ter sido indicado em cada categoria.
P – Além da cobertura do Oscar, você também está à frente do “Estúdio I” há 10 anos. Como analisa a evolução do programa ao longo desse tempo? 
R –Passou voando. O programa começou com uma hora e hoje temos três horas ao vivo, de segunda a sexta, com a possibilidade de aprofundarmos mais os temas, comentar outros ângulos da notícia. O programa conseguiu evoluir e ficar cada vez mais “conversado”. Todos da mesa intervêm no tema do outro e isso gera um debate rico.

“Cerimônia do Oscar 2019” – Globo – Domingo, às 23h45
“Estúdio I” – GloboNews – De segunda a sexta, às 13h.

 
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