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ESPAÇO- Um giro pela Rodrigo de Freitas
E algo me diz que eu devo cair na realidade embora eu continue minha viagem pela Lagoa Rodrigo de Feitas que poderia ser o nosso Lago das Capivaras
18:03   01 de Março, 2019
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Carlos Alberto de Lima

Ontem eu estava passeando pelo entorno da lagoa Rodrigo de Freitas quando... Espera aí, estamos em Alta Floresta. Eu sei. É que eu sempre quis escrever Lagoa Rodrigo de Freitas. É chique. Sim a lagoa Rodrigo de Freitas fica na cidade do Rio de Janeiro e eu a conheço muito bem. Em Alta Floresta temos a lagoa (o lago) das capivaras meio fora do nosso querer e dentro do querer de quem quer que assim seja.

Continuando: imaginei-me no entorno da lagoa Rodrigo de Freitas podendo espiar suas belas moças e rapazes não tão belos para mim, porém, belos (é possível) para elas, em seus trajes esportivos, precedendo corridas, caminhadas e até à prática de canoagem preferida por olímpicos desejos.

Rodrigo de Freitas de Melo e Castro foi um oficial de Cavalaria do Exercito Português e a lagoa se chamava lagoa do Fagundes, mas por desposar a balzaquiana encalhada de 35 anos, Petronilha Fagundes, neta de Sebastião Fagundes Varela primeiro proprietário daquele latifúndio todo que juntava os que seriam hoje os bairros de CopacabanaLeblonIpanemaJardim Botânico, além da lagoa Humaitá e a minha adorável Gávea.

E o jovenzinho de 18 anos, que já era oficial, foi homenageado pela esposa com o seu nome, mas isso não vem ao caso, já que foi em 1702 (século XVIII).

Rodrigo de Freitas não só ganhou a denominação da lagoa e de toda uma enorme área como, Brasil afora, tornou-se nome de rua em várias cidades brasileiras. A saber, em Campinas e em Salto, cidades paulistas, Montes Claros em Minas Gerais e o Paraná nem se conta o número de homenagens dadas ao português. Cascavel, Rolândia, Ponta Grossa, Curitiba, Foz do Iguaçu e por aí vai. Mas o point mesmo é a Lagoa Rodrigo de Freitas na cidade maravilhosa “cheia de encantos – e assaltos – mil” do Rio de Janeiro. É a lagoa o espaço para todos os espaços, esportivos, culturais e até para o piquenique com a família misturando agito e sossego.

E algo me diz que eu devo cair na realidade embora eu continue minha viagem pela Lagoa Rodrigo de Feitas que poderia ser o nosso Lago das Capivaras e seu entorno. O que custaria, em termos financeiros, presentear os nossos munícipes com um visual aos olhos e um conforto ao corpo num geral para o proporcionar do laser individual e ou em família com bancos, flores e pista para caminhar, correr, pedalar e dar-se ao belo?

Viesse de quem quer que fosse, juntos viriam dividendos políticos, o que menos importa, para os seus feitores, como a dádiva maior: alegria e satisfação de todos. A ideia existe, mas que saia da intenção e se torne real.

Carlos Alberto de Lima, jornalista em Alta Floresta e escreve às sextas-feiras para Mato Grosso do Norte

 
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