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Fornecedores do Hospital Regional reclamam do atraso no pagamento
Secretário de Saúde diz que o governo se esforça para pagar no prazo técnico de 3 meses
13:03   01 de Março, 2019
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José Vieira do Nascimento
Editor Mato Grosso do Norte

Empresas de Alta Floresta fornecedoras de serviços para o governo estadual na área de saúde, estão apreensivas e temerosas em função do acúmulo de dívidas por parte do governo. A expectativa por parte de seus diretores é se haverá uma mudança de postura do governo estadual com relação aos fornecedores e prestadores de serviço do setor de Saúde.
O bioquímico Manoel João, sócio proprietário do laboratório Biotec, que trabalha dentro do hospital regional, na coleta de materiais para fazer exames, afirma que há 4 meses não recebe pagamentos do governo estadual e tem mais de R$ 300 mil para receber da secretaria Estadual de Saúde.
 “Assim fica difícil prestar serviço. Temos que pagar funcionários e comprar material para fazer os procedimentos dos exames e, independente de receber ou não do governo, temos que pagar. Já tive até que fazer empréstimo. Mas não é apenas eu, todos os terceirizados estão com esta dificuldade”, reclama Manoel.
Ele afirma que atende de 30 a 60 pessoas por dia no hospital regional, com exames laboratoriais, tanto de pacientes internados, como de quem vai fazer consultas.
O médico Marcelo Miranda, do CDI [Centro de Diagnóstico por Imagem] que atua na parte de imagem como ultrassom, assegura que tem mais de R$ 1 milhão para receber do governo. E parte desta dívida remonta do ano de 2014.
“Continuamos atendendo, mas o governo ainda não apresentou nenhuma proposta. O governo anterior fez pagamentos alternados e trabalhamos sempre no escuro. O governo sempre diz que vai pagar e nunca paga”, observa Miranda.
A expectativa de ambos os empresários é que o novo governo faça uma proposta referente ao valor que está devendo.

Outro lado - Na visita que fez a Alta Floresta na terça-feira, 27, o secretário estadual de Saúde Gilberto Figueiredo, afirmou que o Estado tem R$ 600 milhões em restos a pagar, sendo que somente para os municípios a dívida é de R$ 200 milhões. Segundo ele, o governo está estudando, conforme a entrada de receita, ‘sanear dentro do possível e vendo como vai equilibrar em um prazo médio as despesas’.

“O governo está estudando como vai incrementar a receita, com projetos já enviados à Assembleia Legislativa. Mas a curto prazo é impossível honrar com os compromissos. Foram débitos acumulados ao longo dos últimos anos e não existe nenhuma mágica que possa ser feito pelo governador, resolver num prazo tão curto de gestão,”, enfatizou.
Com relação aos médicos e fornecedores, o secretário afirmou que os atrasos irão continuar porque o governo vai ter que honrar os compromissos que os outros governos não pagaram.
“Esta solução financeira, faz parte de uma engenharia que irá ser feita. Não podemos esquecer o passado. Os fornecedores da área médica, de medicamentos e materiais, precisamos que eles continuem a nos atender. Então, temos uma frente que amortiza parte do passado e faremos um esforço grande para não distanciar muito os compromissos do presente. Mas nossa perspectivas que o Estado seja adimplente é de médio prazo. Por isso, expliquei para médicos e fornecedores as nossas perspectivas. Mas estamos pagando com frequência, maior que o governo anterior. Pagamos o mês de outubro e estamos nos esforçando para pagar novembro. Mas os fornecedores na área de saúde não recebem com menos de 2 meses, que é o prazo do Ministério da Saúde. A lei é 3 meses. Então, estamos quase dentro do prazo. O ministério está concluindo ainda a compilação dos dados de dezembro”, esclarece Figueiredo.

 
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