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Ex-governador Silval Barbosa volta a depor sobre desvio de R$ 15,8 milhões
Depoimento é no âmbito da Operação Sodoma
13:03   15 de Março, 2019
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Juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Jorge Luiz Tadeu Rodrigues marcou para o dia 10 de abril um novo interrogatório do ex-governador Silval Barbosa, seu ex-chefe de gabinete, Silvio Cezar Corrêa Araújo, e do ex-secretário de Administração, Cesar Roberto Zilio. Na ocasião, eles devem esclarecer fatos descobertos na 4ª fase da Operação Sodoma, que apurou o desvio de R$ 15,8 milhões por meio do pagamento de uma desapropriação do imóvel conhecido por Jardim Liberdade, próximo ao Bairro Osmar Cabral.
A decisão pelo novo interrogatório dos réus é do dia 12 de março, quando houve audiência de testemunhas de defesa.
Além deles, outros oito réus serão ouvidos nos dias seguintes. No dia 11 de abril, a partir das 14 horas, serão ouvidos o ex-secretário de Saúde, Pedro Elias Domingos de Mello, o ex-secretário-adjunto de Transporte e Pavimentação Urbana, Valdísio Juliano Virato, e o empresário Juliano Cezar Volpato. Os dois últimos são delatores da 5ª fase da Sodoma. No dia seguinte (12), serão ouvidos o empresário Edézio Corrêa e os servidores Alaor Alvelos Zeferino de Paula e Diego Pereira Marconi.
Já para o dia 15 de abril foram marcadas as audiências com o ex-secretário-adjunto de Administração e coronel da Polícia Militar, José de Jesus Nunes Cordeiro, e o ex-secretário de Administração Francisco Anis Faiad. Em todos os dias, as audiências acontecem na 7ª Vara Criminal e tem início às 14h.

Sodoma - Deflagrada pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), no dia 26 de setembro de 2016, a quarta fase da operação Sodoma apurou a compra irregular de um imóvel que foi desapropriado pelo Governo do Estado, por parte de um grupo criminoso formado por empresários e funcionários públicos, incluindo servidores do alto escalão.

Por um terreno próximo ao Bairro Osmar Cabral, em Cuiabá, conhecido como Jardim Liberdade, foram pagos R$ 31,7 milhões à empresa Santorini Empreendimentos Imobiliários Ltda, que era proprietária do imóvel. 
No entanto, de todo o valor pago, R$ 15,857 milhões foram devolvidos ao grupo criminoso. O dinheiro retornou via empresa SF Assessoria e Organização de Eventos, de propriedade de Filinto Muller.

 
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