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Foco no trabalho
Em “Jesus”, da Record, Petrônio Gontijo esbanja orgulho de seu personagem
13:18   15 de Março, 2019
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Foto: Divulgação

POR LUANA BORGES
TV PRESS

Petrônio Gontijo respira trabalho. Em pouco tempo de conversa, é possível perceber que o ator direciona sua vida quase totalmente para os personagens que interpreta. Prova disso é que até nas redes sociais esse é o assunto que predomina em suas publicações. Com mais de 290 mil seguidores no Instagram, ele prefere manter a discrição em relação à vida pessoal, mas costuma compartilhar fotos dos bastidores de “Jesus”, novela da Record em que vive o apóstolo Pedro. Tanta animação com o atual papel também fica em evidência no discurso de Petrônio. “Pedro é o apóstolo que mais erra e que tenta, insistentemente, acertar. Isso o torna um personagem impulsivo e brilhante, porque ele está sempre tentando se superar”, explica.
Na televisão desde 1991, quando interpretou Duda em “Salomé”, o ator sempre teve a certeza de que seguiria no caminho da interpretação. Quase 30 anos depois da estreia, Petrônio continua com a mesma gana de quando começou. “A minha maior ambição sempre foi exercer minha profissão. E continua sendo essa, poder continuar trabalhando no Brasil, com tevê, teatro e cinema”, destaca. Na Record desde 2005 – com um pequeno intervalo em 2011, quando viveu o Beto de “Insensato Coração”, na Globo -, Petrônio ressalta a oportunidade que tem de encarnar tipos diferentes entre si nos projetos para os quais é escalado dentro da emissora. Ao longo dos anos de contrato, o ator foi da comédia ao drama, passando por tramas de época. “Isso é um prato cheio para quem gosta de trabalhar com televisão. Sempre com plena possibilidade de expressão”, orgulha-se.
P – A história de seu personagem está retratada na Bíblia. Mesmo assim, existe espaço para algum tipo de improviso em cena?
R – Um personagem de uma telenovela é sempre o resultado da união e do diálogo entre autor, diretor e ator. Por isso, tenho toda a liberdade de expressão para fazer Pedro que passa pela minha compreensão. Logicamente, auxiliado pela compreensão e pelas necessidades dos outros artistas envolvidos na história. Dentro disso, sempre tive liberdade para qualquer tipo de licença poética em todos os personagens que fiz para a Record. 
P – Como tem sido a repercussão de Pedro?
R – Pedro é muito bravo, muito cabeça-dura, mas também muito apaixonante e compreensível. As pessoas se identificam com a humanidade do personagem, por ele errar e tentar se corrigir a todo momento. Isso o torna muito humano e próximo das pessoas, acredito eu. Tenho ouvido isso nas ruas. 
P – Você já esteve em algumas tramas bíblicas na Record. Ainda se sente desafiado por interpretar um personagem de uma época tão longínqua? 
R – Essa é a segunda novela bíblica que faço na Record. A primeira foi “Os Dez Mandamentos”, que teve duas partes, e agora “Jesus”. Fiz também uma participação de um capítulo no seriado “Os Milagres de Jesus”. Me sinto completamente motivado também por causa disso, por causa dessa distância histórica. Uma novela se passava há 4 mil anos e essa que estou fazendo agora se passa há mais ou menos 2 mil anos. Compreender como pensavam, como agiam esses personagens naquela época, diante das situações que se apresentavam, é um grande desafio para qualquer ator, acho eu. 
P – Fez alguma preparação especial ou pesquisa para “Jesus”? 
R – Sim, eu li tudo o que esteve ao meu alcance sobre o personagem Pedro. Desde tudo o que existe escrito na Bíblia, até vários textos que buscam compreender o personagem. Também fiz um trabalho intenso com a preparadora Fernanda Guimarães, com os personagens mais próximos a Pedro. Um trabalho que foi feito aqui no Brasil e também no começo das gravações em Marrocos, na cidade Ouarzazate - o que foi muito importante para começar esse trabalho. E também fiz um laboratório de pesca no Rio de Janeiro com pescadores da cidade, buscando uma vivência para compreender como vivem os pescadores, e passei alguns dias a beira-mar. 
P – Em quase 30 anos de carreira na televisão, você já pensou em desistir da atuação?
R – A questão nunca foi desistir, mas sempre pensar em como continuar. Sou um cara que começou a fazer teatro muito cedo, desde criança, na minha cidade, em Varginha, Minas Gerais. Fiz vestibular na Unicamp e segui em Artes Cênicas na faculdade. Depois, segui sempre dividindo teatro com televisão e um pouco de cinema. Para mim, é muito importante fazer o que eu faço. Eu me realizo muito na minha profissão e não me vejo fazendo outra coisa. Por isso, nunca pensei em desistir. Sei que uma pessoa tem várias possibilidades, mas, para mim, é uma questão de existência. Estar em um palco ou “set” de gravação exercendo meu ofício é a forma que eu escolhi para me expressar. 

“Jesus” – Record – De segunda a sexta, às 20h45.

 
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