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Espaço:Um pessegal e seus frutos podres
Século XXI com cara de século XX e o 31 de março de 1964 será comemorado neste domingo, depois de amanhã.
17:46   29 de Março, 2019
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Carlos Alberto de Lima

Dia desses um amigo meu me falou: Você vai ver, vai passar 10 anos e não vai dar em nada. Legal. Se der o que estou pensando eu vou dizer que o pensamento dele é que não deu em nada. Absurdo o prático quando é visto como teórico e vice-versa. “Deus e o diabo na terra do sol” e um sol na terra de ninguém ou todos em terreno alagado.

E daí eu fiquei sabendo de umas coisas moço! De umas coisas moça! Da grande porção de pêssegos no pessegal, curioso é que nesse pessegal apenas uma fatia, alguns dos pessegueiros, é boa. E olha que é uma fatiazinha só e não consegue abastecer o mercado. A grande maioria é podre. Verdade! Verdade absurda, porém verdade. Não contentei com o “fiquei sabendo” e fui constatar a veracidade dos fatos.

E daí moço, e daí moça, a coisa ficou difícil e cada vez mais vai piorando e quando a coisa fica piorada o bicho pega. E já pegou. Vocês viram. Ficou difícil até pra eles montarem os tais esquemas ridículos. Haja Marielles, haja Dandaras e haja escolas de samba para homenageá-las.

Século XXI com cara de século XX e o 31 de março de 1964 será comemorado neste domingo, depois de amanhã. Comemorado? Sim. Disseram que vão comemorar.

Com a coisa tão escassa, e como “o tempo ruge e a Sapucaí é grande”, como diria o saudoso José Wilker na pele de Giovanni Improtta, e aí ou o cara dá os pulos dele ou então desiste. E é isso o que parece estar acontecendo com uma pá deles, com uma pá de gente que estava desse lado ou que diziam estar desse lado e já está bandeando para o outro lado na gíria que não é só pra defunto que leva terra na cara, a mesma terra que o leva e o transforma.

O Lula continua preso e o Temer (antes temido) chegou a ir. Chegou e, como uma gripe, já foi embora. Por enquanto ele continua solto. Minha opinião? Esse negócio de prisão preventiva com cara de prisão arbitrária pode ser um lance estratégico e isso me assusta. Mas, com essa pá de gente com o dia chegando é melhor ir aquietando o facho que o penhasco é oferta aos que estão por cima e quando deslizarem, o deslize pode ser o fim de toda uma glória.

Tem outra que eu não te contei. O pessoal tá descobrindo coisas moço, descobrindo coisas moça. Tem gente com dupla identidade. Quando descobrirem aí é que vai ser. Como é que fizeram para, em sendo um, serem duplos? Não pergunte para mim que eu estou fora. Não sei e se soubesse não contaria.

Vencida a quantidade de linhas propostas, findo aqui essa crônica parafraseando o mestre – quem tiver ouvidos para ouvir e mente para pensar, que ouça e pense.

Carlos Alberto de Lima é jornalista em Alta Floresta e escreve as sextas-feiras em Mato Grosso do Norte

 
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