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Presidente da Câmara diz que irá cobrar cronograma do prefeito a partir de abril
o município tem mais de mil funcionários, o que torna a folha salarial muito alta
12:59   01 de Abril, 2019
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José Vieira do Nascimento
Editor Mato Grosso do Norte

O presidente da Câmara Municipal de Peixoto de Azevedo, Gilmar Santos (PR), aposta na humildade e no respeito a cada parlamentar, para ‘tirar de letra’ na administração da poder Legislativo. 

“Tenho experiência no Legislativo e não tenho dificuldade de me relacionar. Para mim não importa situação ou oposição. O que importa neste cargo que estou ocupando e não ter prepotência e nem arrogância e usar sempre o diálogo. Não derrubar muros, mas construir pontes. É desta forma que eu sempre trabalhei e é assim que vou trabalhar no comando da casa. E procurar a harmonia entre o Legislativo e o Executivo, mas não deixar de fazer o meu papel de fiscalizar e cobrar o executivo e também reconhecer o que for certo”, comenta Gilmar.

Todavia, Gilmar acentua que a população deve comparecer mais na Câmara Municipal para acompanhar o trabalho dos vereadores. “Às vezes o vereador recebe críticas, mas a crítica não deveria ser para ele. Deveria ser para o executivo. Por isso, é importante a participação da população. Quando o povo participa, tanto o Executivo como o Legislativo, melhoram seus trabalhos. Porque a população é o termômetro de tudo”, observa.
O parlamentar ressalta que as perspectivas são boas para o município. Porém, neste período de chuvas, a situação não é diferente de outros anos, com pontes e bueiros caídos e estradas em difíceis condições de tráfego.  
“Quero pedir em nome da Câmara, desculpas à população pelo transtorno. No entanto, a partir do mês de abril, vamos cobrar do prefeito, um cronograma para o ano de 2019 em todos os setores: em Infraestrutura, em Transportes, obras, saúde e Educação. O prefeito tem que planejar e fazer um trabalho que contemple a sociedade. Entendemos que agora é o período chuvoso, mas a partir de abril vamos cobrar que nos apresente qual é seu planejamento de trabalho para 2019”, enfatiza.
Segundo Gilmar, o município tem mais de mil funcionários, o que torna a folha salarial muito alta, e por outro lado, a arrecadação de Peixoto de Azevedo é muito pequena. “Precisamos aumentar a arrecadação para cumprirmos nossos compromisso com o funcionalismo e com os fornecedores. A situação é difícil a nível de estado, mas temos que fazer a nossa parte, cortar onde for necessário e fazer os ajustes que devem ser feitos. A população cobra cada vez mais obras e serviços, mas se não enxugarmos a máquina, melhorar a arrecadação e ter uma boa gestão, não conseguiremos atender as demanda e não se atingirá a meta”, frisa o parlamentar. 
“Pedimos um aumento no IPTU de 45% e conseguimos 3%. Mas só o RGA foi de 5%. Portanto, temos que buscar alternativas e vamos ajudar o prefeito naquilo que estiver ao alcance da Câmara e dentro dos limites da legislação. Esperamos que o ano de 2019 seja melhor do que 2018”, enfatiza o vereador.
Segundo ele, este ano foi colocado muito asfalto no bairro Mãe de Deus, metade do bairro Liberdade já está asfaltada, bairro Jerusalém vai começar este ano e bairro Alvorada. “Este anos estamos cobrando que a administração leve infraestrutura para o bairro Aeroporto, Nova Esperança, Santa Isabel e Bela Vista. Acredito que esta também é a vontade do prefeito”, disse. 
O vereador assegura que os vereadores estão cobrando solução para a questão da coleta do lixo, que seja privatizada e também da iluminação pública, que são cobranças da população.  
Emancipação- Para o presidente da Câmara de Peixoto de Azevedo, a Emancipação do distrito União do Norte é uma saída para o município ter condições de oferecer os serviços inerentes ao bem estar social e realizar as obras necessárias ao seu desenvolvimento.
“A Câmara criou a comissão Pró- emancipação, formada por representantes do distrito União Norte e da Câmara Municipal e vamos buscar a emancipação do distrito devido as dificuldades. Peixoto recebe recurso para administrar um município e tem que cuidar de dois. E é impossível administrar. Do trevo de matupá até no rio Xingu é território de Peixoto. Fica difícil administrar tanto pela questão financeira, como geográfica. Então, solução é emancipar o distrito”, pondera o presidente.
 

 
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