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Coletor menstrual é alternativa a absorventes descartáveis
12:02   11 de Fevereiro, 2015

O maior benefício do uso do produto é não precisar carregar absorventes na bolsa nem se preocupar com vazamentos 

Na Argentina, uma recente escassez de absorventes internos obrigou as hermanas a procurar alternativas para os dias de menstruação. Tanto lá como no Brasil, uma opção para quem não quer usar tampões nem absorventes externos é o coletor menstrual. Trata-se de uma espécie de copo de silicone que, introduzido na vagina, comporta cerca de 30 mililitros de sangue. A grande vantagem do produto é ser lavável, o que permite a reutilização todo mês.

Embora várias marcas já estejam à venda no país, o coletor menstrual ainda não é popular entre as brasileiras. Com preço médio de R$ 80, é mais econômico a longo prazo, quando se comparam as despesas com o uso de absorventes, por ser descartável.

Segundo o ginecologista e obstetra Antonio Paulo Stockler, do Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP), da UFF, e do Hospital dos Servidores (HSE), em termos médicos, o uso do coletor menstrual é totalmente seguro.

— O silicone não causa alergia — diz o especialista.

De acordo com o ginecologista Marcos Arcader, do Hospital Adventista Silvestre, é preciso lavar bem as mãos antes de inserir o produto na vagina, para evitar o risco de uma contaminação.

— O sangue menstrual é um meio de cultura para bactérias. Por isso, a mulher também não deve ficar muito tempo sem esvaziar o coletor — alerta Arcader.

Em geral, os coletores são vendidos em dois tamanhos: no modelo nacional, o A tem 4,3cm de diâmetro e 7,2cm de altura, e é para mulheres com mais de 30 anos ou que já têm filhos; e o B (com 4,cm e e 7,2cm de altura), para aquelas com menos de 30 e que ainda não são mães.

Para Stockler, o maior benefício do uso do produto é não precisar carregar absorventes na bolsa nem se preocupar com vazamentos:

— Como a vagina é um órgão elástico, ela acomoda e prende o copinho. A paciente esquece que está usando, não fica com a sensação de que há algo fazendo pressão.

A mulher também ganha mais liberdade para fazer atividade física, sobretudo nadar. Outra vantagem, segundo o ginecologista, é que o coletor menstrual não retira outras secreções vaginais, como fazem absorventes internos. Logo, não há risco de secura.

— O tampão não absorve coágulos. Quem o usa pode ter mais cólicas, pois o útero se contrai mais, tentando expulsá-los. No caso do coletor, os coágulos saem no copinho. Então, é possível que a mulher sinta menos dor — diz.

O coletor menstrual é contraindicado para quem usa anel vaginal ou deu à luz há menos de seis meses.

 

 
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