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CINCO PERGUNTAS: Fôlego de garoto
Em “Se Eu Fechar Os Olhos Agora”, Antonio Fagundes exalta parceria com jovens atores em cena
13:57   04 de Maio, 2019
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por Luana Borges

TV Press

A trajetória de Antonio Fagundes se confunde com boa parte da história da televisão. Afinal, já são mais de 50 anos de carreira e, ao longo desse tempo, o ator se tornou um dos medalhões da Globo. Além disso, é uma espécie de referência para muitos jovens atores, que enxergam nele tudo aquilo que desejam ser na profissão algum dia. E é justamente a possibilidade de conviver de perto com novos nomes da teledramaturgia o que mais instigou Fagundes durante os trabalhos de “Se Eu Fechar Os Olhos Agora”. Nas gravações da minissérie, o ator dividiu boa parte de suas cenas com João Gabriel D'Aleluia e Xande Valois, que interpretam os garotos Paulo e Eduardo. “É muito bom, porque você vê aquele brilho no olho. Tem aquela coisa da descoberta e poder participar da descoberta deles. Vai ser muito gostoso daqui a uns 20 anos eles falarem que começaram com o Fagundes”, orgulha-se.

Na história, o ator dá vida a Ubiratan, um personagem cheio de mistérios que ajuda as duas crianças na investigação do crime que dá início à trama. Disfarçado como morador de um asilo, ele acaba se unindo aos garotos que encontram o corpo de uma jovem. “São três detetives improváveis tentando descobrir um assassinato”, explica. Apesar da amizade que Ubiratan desenvolve com os meninos, o personagem é um velho amargo, que guarda um passado trágico. “Mas, em contato com essas crianças, parece que revive e começa a renascer. É uma relação positiva para Ubiratan”, aponta.

P – “Se Eu Fechar Os Olhos” é uma minissérie escrita por Ricardo Linhares, mas baseada no livro homônimo de Edney Silvestre. Você já tinha lido o livro antes de saber que estaria no elenco da produção?

R – Eu não só li o livro, como eu fiz o áudio book. Por uma coincidência! Quando me chamaram eu falei: “Meu Deus, que bom!”. Então, eu já tinha uma certa intimidade com o livro e, quando me convidaram para a minissérie, eu adorei. Um bruxinho velho sempre dá para fazer.

P – Esse universo de mistério que cerca a trama agrada a você?

R – Muito! E é muito difícil porque o Ricardo Linhares fez uma adaptação maravilhosa, respeitando o livro, e ainda conseguiu criar em cima. É muito interessante a adaptação dele, muito forte e eu adoro policial, então fazer parte de um foi um prazer redobrado.

P – Cada vez mais, a Globo investe no “streaming”. Como você enxerga essa nova realidade?

R – Acho que a tevê aberta ainda tem uma vida longa, particularmente aqui no Brasil. Por mais que reclamem que tevê aberta está caindo, em lugar nenhum no mundo uma tevê aberta tem a audiência que a Globo tem. Acho que a tevê aberta ainda vai existir por muito tempo, com muita força. Mas é bom que a Globo esteja se abrindo para os novos veículos, eles estão aí mesmo, não só o “streaming”, mas as pessoas estão vendo pelo celular agora.

P – E você gosta desses formatos mais curtos, como séries e minisséries?

R – É mais curto para vocês, para nós é a mesma coisa. A gente trabalha meses para fazer. Para “Se Eu Fechar Os Olhos Agora”, levamos quatro ou cinco meses gravando, então é quase a duração de uma novela. Às vezes, até pelo fato de ser mais curto, a gente acaba tendo mais locações, lugares mais distantes, então acaba demorando mais.

P – Independentemente de seu trabalho na televisão, você se mantém ativo nos palcos. Atualmente, como está sua rotina no teatro?

R – Eu sempre brinquei que a coisa que eu mais invejava dos meus colegas era quando falavam: “Fulano de tal volta aos palcos”. Eu nunca voltei porque eu nunca saí. A gente está com uma peça em cartaz em São Paulo, que é “Baixa Terapia”, completamos 300 apresentações no dia 12 de abril. Fizemos Estados Unidos e ficamos três meses em Portugal, tivemos 60 mil espectadores lá e foi uma maravilha. Agora, voltamos para finalizar a nossa temporada aqui no Brasil em São Paulo, mas eu acho que não vai acabar não, porque continua lotando. Para o Rio de Janeiro, a gente está tentando ir há anos, mas é complicado. Como diz o Crivella: “Uma esculhambação”. Não sei por que, um prefeito tão bom...

 

Se Eu Fechar Os Olhos Agora” – Globo – De segunda a sexta, às 23h

 
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