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Araújo nega ameaças, mas diz que vereadores estão atropelando a lei
Empresário afirma que independente de aprovação do projeto irá continuar vendendo para a prefeitura
13:05   17 de Maio, 2019
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José Vieira do Nascimento
Editor Mato Grosso do Norte

O empresário Luiz Araújo, que atua na retaguarda de empresas que estão sendo investigadas por suspeitas de receber favorecimento em licitações e vender produtos superfaturados para a prefeitura de Alta Floresta, procurou o jornal Mato Grosso do Norte, para conceder entrevista e negar as acusações que vem sendo alvo, principalmente em redes socais.
Usando diversas vezes o termo “Fake News” para rebater as acusações, Araújo afirma que todas as acusações que fazem contra ele e seu filho Leandro Araújo da Silva, são mentirosas. Recentemente, duas empresas em nome de Leandro tiveram pedidos de bloqueios de bens no valor de quase R$ 2 milhões por suspeita de superfaturamento em licitações da prefeitura de Alta Floresta, além de denunciadas pelo Ministério Público. 
Sobre esta denúncia, Luiz esclarece que os advogados de sua empresa estão fazendo a defesa, e irão mostrar que não existe nada de errado. “Foi feito uma denúncia por alguém sem conhecimento e o jurídico vai mostrar que não é aquilo. A acusação é infundada”, enfatiza. 
Com várias empresas registradas em nome de seu filho Leandro Araújo, participando das licitações na prefeitura de Alta Floresta, vendendo desde prego, madeira a merenda escolar o empresário é acusado de favorecimento ilícito e de fazer parte de um esquema de cartas marcadas, que funcionaria na prefeitura de Alta Floresta. Porém, diz que tudo é uma mentira e que só existe uma única empresa. 
“É um fake News. Várias empresas participam das licitações que são públicas. Já convidei várias vezes, os vereadores, o Ministério Público e a imprensa para acompanhar a licitação e ninguém nunca apareceu. O Dr. Daniel, promotor de Justiça, uma vez esteve lá. As licitações são filmadas e não tem nada errado. Quem vence as licitações é quem tem melhor preço e melhor qualidade. E as empresas tem que estarem em dia com suas certidões negativas. Os preços são determinados pela prefeitura. Não forçamos nada. Eles compram e nós vendemos dentro da lei”, explica.

  “Quando vamos para as licitações é uma única empresa que participa. Se é material de construção, é uma. Se é alimento, vai a de alimentos. Se tem mais empresas, tenho que descobrir para eu receber os royalties. Uma empresa que você teve e deu baixa, não quer dizer que você tenha. Só existe uma empresa que participa da licitação”, afirma.   

No entanto, Luiz Araújo admiti que há 8 empresas, mas que são diferenciadas, concorrentes uma da outra e neste meio, há uma que é a que seu filho Leandro participa. 
Ele nega que tem favorecimento do prefeito e de pessoas da prefeitura para vencer seguidas licitações na prefeitura de Alta Floresta. “É outro Fake News, porque a licitação passa pela Procuradoria da prefeitura, pela Controladoria, pelo jurídico e depois que as empresas são convidadas para participar. O jurídico e a Controladoria ficam em cima do processo, o Tribunal de Contas é informado. Não tem como ter favorecimento. Isto é coisa de quem não tem conhecimento. Tem empresários que são convidados para participar, não vão e depois ficam falando”, rechaça.
Araújo assegurou que nunca pagou propina e que caso não venda para a prefeitura, vende seus produtos para outro cliente. “A prefeitura é um cliente a mais. Dizer que sou favorecido é uma mentira. Tem empresário que não tem as certidões negativas não conseguem participar das licitações e depois ficam falando das empresas que ganham”, acentua. 
Luiz Araújo reiterou que não ameaçou os vereadores Luiz Carlos, Tuti e Mendonça através das redes sociais, os forçando, por terem rabo preso com ele, a pedir vista no projeto que tramita na Câmara, que caso seja aprovado, suas empresas ficariam impedidas de participar das licitações por estarem sendo investigadas. 
“É Fake News! Jamais faria um negócio desse. Vou ameaçar porque, se estou dentro da lei? Estou apenas chateado porque é uma coisa que não tem nada a ver. São 8 empresas e eles só estão citando a empresa do Leandro[filho]. Eles estão querendo saber da licitação ou estão querendo saber do Leandro?”, Questiona.
Araújo assegura que não está preocupado com o projeto que está em tramitação na Câmara. Reitera que está apenas chateado. 
“Eles são da lei, tem o jurídico deles [se referindo aos vereadores] e estão indo contra a lei federal 8.666 [que estabelece normas sobre as licitações]. Acusar é uma coisa, mas até que se prove você não é condenado. Eles estão atropelando o negócio. Se uma empresa é condenada não consegue as negativas e não pode participar. Os vereadores estão adiantando e focando o Leandro. Tem outras empresas que participaram e o Leandro vendeu mais barato do que elas. Isto que não entendo: se o preço do Leandro é mais barato do que a outra que ofereceu os produtos mais caros,  eles focam no Leandro e esquece os outros”, esbraveja. 
Independente de a Câmara aprovar ou não o projeto, Luiz Araújo afirma que pretende continuar participando das licitações e vendendo para a prefeitura de Alta Floresta. “Quem manda é a lei e vamos usar a lei 8.666. O Jurídico da empresa vai trabalhar em cima desta lei, independente do que está acontecendo, a lei federal é soberana”, assegura.

 
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