Jornal MT Norte
Publicidade
         
                
Privatização do aeroporto impulsionará o crescimento de Alta Floresta
Previsão é que Alta Floresta seja ponto de embarque e desembarque de passageiros de mais de 10 cidades da região
13:30   17 de Maio, 2019
8d674260386ef2818567fa0cde7400c4.jpg

Reportagem
Mato Grosso do Norte

Um dois fatores determinantes para o progresso de Alta Floresta a curto prazo é a privatização do aeroporto Oswaldo Marques Dias. A previsão é que no mês de outubro, o Consórcio Aeroeste, que arrematou o bloco Centro-Oeste- formado, por 4 aeroportos de Mato Grosso, assuma a administração dos aeroportos do Estado. 
O consórcio é composto pelas investidoras brasileiras Socicam e Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico Ltda (Sinart), que têm know how em administração em terminais rodoviários e aeroportuários em várias partes do país. As empresas vão gerir os aeroportos por 30 anos. O investimento previsto ao longo das três décadas é de R$ 770 milhões, sendo R$ 386,7 milhões até o quinto ano.
A administração do setor privado representa uma enorme e brusca transformação para cidade de Alta Floresta, com o crescimento de fluxo de passageiros que passarão pelo terminal aeroportuário. O próprio consórcio que arrematou os aeroportos de Mato Grosso, irão criar as condições para atrair mais empresas, fazendo com que elas incluam a cidade em suas rotas, para ampliar o número de voos, chegando e decolando a partir de Alta Floresta.  Isto porque, para recuperar o investimento pago pela concessão, todos aeroportos terão que ter movimento de passageiros e gerar lucros. 
A opinião e do secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, que considera o resultado do leilão bastante positivo para Mato Grosso, especialmente para as cidades e regiões onde os aeroportos estão sediados.
No caso de Alta Floresta, Marcelo considera que a concessão do aeroporto representa uma conquista que fará a cidade avançar na consolidação de seu crescimento econômico. Para ele, o avanço acontecerá em várias vertentes, com aportes de recursos na economia local.
E explica que ao assumir os terminais aeroportuários, a concessionária irá fazer os investimentos iniciais na estrutura do aeroporto. E estes investimentos irá gerar empregos e giro de recursos. 
Outro fator importante a considerar, conforme Marcelo, é que o aeroporto de Alta Floresta, atenderá a mais de 15 cidades da região.
 “Executivos, autoridades e a população de um modo geral, vão vir para Alta Floresta para embarques nos voos que sairão a partir do seu aeroporto. Assim como as pessoas que vem para estas cidades, irão desembarcar no aeroporto de Alta Floresta.  E isto deixa uma renda para os hotéis e restaurantes e movimentará a cidade. Alta Floresta, que já é uma referência regional, irá ser um grande polo”, analisa.

Soma-se a isto, conforme Marcelo, as perspectivas de investimentos na logística da região de Alta Floresta, que devem melhorar já nos próximos anos. Acrescido às concessões das MT 320 e 208, que já foram privatizadas, há a previsão por asfalto do trevo de Carlinda a Guarantã do Norte, ligando Alta Floresta à BR-163. 

A obra é viável economicamente devido ao grande potencial de produção de grãos da região de Alta Floresta e a rodovia irá melhorar a logística, ligando os municípios à BR- 163, deixando-os mais perto dos portos do chamado Eixo Norte, localizados nas cidade de Miritituba e Santarém (PA). 
 “Nossa expectativa agora que os principais aeroportos do Estado estão privatizados, é que o consórcio vencedor cumpra com o cronograma físico-financeiro proposto. Todos estes fatores convergem a favor do crescimento desta região”, ponderou ele.

 
COMENTÁRIOS
© Copyright 2014 Jornal Mato Grosso do Norte