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Acrimat em Ação: etapa de Alta Floresta reúne mais de 300 produtores em evento
Logística e carga tributária são principais demandas de pecuaristas de Mato Grosso
13:38   22 de Maio, 2019
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José Vieira do Nascimento
Editor Mato Grosso do Norte

Alta Floresta sediou na noite de sexta-feira, 17, o Acrimat em Ação, evento que reuniu cerca de 300 pessoas no Zu Centro de Eventos, sendo a maioria pecuaristas do município e da região. A ação é promovida pela Acrimat - Associação dos Criadores de Mato Grosso.
O objetivo do Acrimat em Ação, que está em seu nono ano, é levar informações inerentes ao setor de pecuária, para as principais cidades de Mato Grosso.
 O diretor técnico da Acrimat, o médico veterinário Francisco de Sales Manzi, destacou a importância do evento, que passará nesta edição em 33 municípios que representam 60% da pecuária de corte do Estado. 
O ponto forte do evento foi a palestra Da Cria ao Abate: Mais Peso, Mais Lucro, proferida pelo professor Dr. Antônio Rosa, da Embrapa Gado de Corte, que motiva e proporciona informações e novos conhecimentos aos pecuárias, para que possam pô-los em prática em suas propriedades.
Porém, conforme Francisco do Sales, além de trazer informações, a Acrimat colhe informações para fazer um diagnóstico de cada município e leva as demandas que são apresentadas pela categoria durante o evento, para possíveis soluções.
“Durante os anos de realizações, já falamos com mais de 33 mil produtores, com informações de boas práticas, bem estar, mercados e intensificação da pecuária. O tema da edição atual é voltado para a qualidade dos animais, para o pecuarista ampliar seus conhecimentos de como selecionar animais de qualidade, informações que são muito úteis aos produtores”, disse Francisco.
Segundo ele, são muitas as demandas enfrentadas pelos produtores, principalmente na questão de logística nos municípios e a pesada carga tributária do Estado. Durante o evento, os participantes respondem a um questionário elaborado pela Acrimat e o Instituto Mato  Grossense de Economia – IMEA onde o produtor coloca as informações de sua propriedade e técnicas de utiliza.
“Com estes dados  emitimos um panorama da pecuária. Mostra a evolução, crescimento do rebanho, o fortalecimento da propriedade e a profissionalização do produtor. É uma ação importante porque a falta de informação muitas vezes leva o produtor a abandonar a atividade, vendendo a propriedade ou não consegue passar interesse para seus sucessores. E com a informação ele pode se profissionalizar e transformar sua fazenda em uma empresa. Hoje não tem mais espaço para amador, portanto, o produtor tem que buscar informações, usar tecnologias, saber fazer contas e  usar a planilha, prancheta e buscar assistência técnica. E neste sentido, a Acrimat, os Sindicatos Rurais e associações são parceiras que ele pode buscar”, explica.

Carga tributária - Segundo o diretor da Acrimat, a categoria tem procurado mostrar ao governo o impacto negativo proporcionado pela renovação do Fethab. 

“Hoje a carga tributária para abater um animal em Mato Grosso é a mais caro do Brasil. Entre todas as taxas e mais GTA, Fethab I e II recolhemos R$ 42,00 por animal. O segundo estado que mais recolhe é Mato Grosso do Sul que é R$ 18,00 e o Paraná pouco mais de R$ 2 reais. Mostramos isto para o governador, não conseguimos sensibilizá-lo, mas vamos continuar nesta luta e mostrar que mais importante que o aumento de arrecadação seria uma aplicação mais efetiva e com mais responsabilidade dos impostos já arrecadados pelo governo”, enfatiza Francisco Sales.

 
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