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“Provem que existe uma quadrilha!”, desafia Asiel
Prefeito afirma que não existe favorecimento a ninguém nas licitações realizadas na prefeitura de Alta Floresta
13:13   24 de Maio, 2019
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José Vieira do Nascimento
Editor Mato Grosso do Norte

O prefeito de Alta Floresta, Asiel Bezerra (MDB) em entrevista exclusiva à Mato Grosso do Norte, concedida em seu gabinete, na manhã da última segunda-feira, negou que esteja acontecendo qualquer tipo de favorecimento à empresas nos processos licitatórios realizados pela prefeitura.
Asiel negou qualquer favorecimento ao empresário Luiz Araújo em licitações da prefeitura. “Ele não ganha todas as licitações. Ganhou algumas licitações dentre as várias que são feitas e que participa.  As licitações são abertas para todo mundo, inclusive são filmadas. Não existe favorecimento nenhum, qualquer um pode participar e quem ganhar vai fornecer para a prefeitura”, rebateu. 
Para o prefeito, comentários de favorecimento e pagamento de propina na prefeitura são coisas de quem não tem o que fazer e de pessoas que agem por interesse político. “Isto é mentira! Isto é invenção de quem não tem o que falar e o que fazer. Eu nem vou na licitação. Deixo a vontade. Os funcionários da licitação são concursados, pessoas sérias e idôneas. As licitações são filmadas e abertas”, reiterou.
O prefeito desafia Dida Pires (Cidadania) e demais vereadores que tem afirmado que existe uma quadrilha na prefeitura, a provarem o que dizem, conforme ele, protegidos pela imunidade do uso da tribuna.

O vereador Dida Pires vem reiterando em pronunciamentos na tribuna da Câmara, durante as sessões, que existe uma quadrilha na prefeitura, que se dedica a ‘roubar dinheiro dos cofres do município’. 

Outros vereadores também estão levantando suspeitas contra funcionários, que seriam responsáveis por travar a administração e de participarem de esquemas para desviar recursos através de manipulação de processos licitatórios. 
“Quem diz que existe quadrilha na prefeitura tem que provar! O Dida Pires quer ser candidato a prefeito e é por isso que ele está falando isto. Se ele e outros falam que tem uma quadrilha, então provem! Se falam que tem esquema nas licitações, me apresentem as provas, que abro um procedimento para verificar”, afirmou.
“A tribuna é livre e o vereador fala o que quiser. Mas a realidade é diferente e todos os 13 vereadores sabem, inclusive os da oposição, que quando eram da situação, da base de outros prefeitos, não criticavam”, completou. 
Segundo o prefeito, o que trava as ações da prefeitura é a burocracia do sistema público, que atrapalha não só a prefeitura de Alta Floresta, mas de todo o país. “Tem que mudar as leis. Hoje uma licitação da prefeitura de Alta Floresta leva de 4 a 5 meses. No governo do Estado é 8 meses. E isto traz prejuízo para a própria sociedade”, observa.
Asiel negou que esteja faltando remédios nas unidade de saúde e farmácias básicas. “O que falta são alguns medicamentos. Dizer que falta é mentira!”, Afirmou.
Sobre a falta de funcionários nas equipes das unidades de saúde, que resulta em perda de recursos para o município, o prefeito disse que, realmente faltam alguns profissionais, porque a prefeitura não pode contratar.
“Porque está acontecendo isto? O Ministério Público nos notificou e não podemos contratar!”, Rechaçou. 
Conforme ele, há exageros quando se fala que o município está perdendo recursos na saúde por falta de equipes nas unidades. “Estamos perdemos R$ 118 mil há três meses porque estamos sem profissionais. E irei conversar com o Ministério Público para ver se consigo autorização para contratar pessoas para estas vagas”, disse. 
O prefeito, porém, afirmou que a prefeitura irá fazer o concurso público. “Já temos a liberação do Tribunal de Contas e fazer o concurso é um grande anseio meu. Acredito que agora vamos fazer”, disse. 
O prefeito negou que a prefeitura esteja com excesso de funcionários. “A prefeitura não tem muito funcionário. A maior parte está na Educação e Saúde. Mas além de concurso tem que fazer uma reforma administrativa e estamos conversando com a UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) para que ela faça um estudo da reforma para nós”. 

 
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