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Vereador diz que está sendo discriminado pela prefeita
Paulo Prado reclama que a prefeita Carmem não o recebe no gabinete, não lhe cumprimenta e não lhe comunicou de eleição do partido
13:15   24 de Maio, 2019
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José Vieira do Nascimento
Editor Mato Grosso do Norte

O vereador Paulo Prado (DEM) de Carlinda, apesar de ser companheiro de partido da prefeita Carmem Martines, afirma que está sendo relegado pela chefe do executivo municipal. A relação entre os dois ficou abalada,  conforme ele, a partir da votação das contas da prefeita na Câmara. As contas foram aprovadas por 7 votos a favor e 2 contra, e Paulo, que afirma que votou a favor da matéria, é o principal suspeito de ter votado contra. A votação foi secreta, mas um dos vereadores declarou o voto contrário. 
Segundo o vereador, a prefeita deixou de cumprimentá-lo, visualiza suas mensagens no celular, mas não responde e se recusa a conversar com ele e a recebê-lo em seu gabinete.
 “A prefeita encerrou o diálogo e não explicou porquê. E a partir do momento que vou no gabinete e não sou recebido e a prefeita não me cumprimenta, fica difícil e acredito que a política não precisa disto”, lamenta. 
“A prefeita está me discriminando, me elegeu como adversário e levou para o campo pessoal. Agora ela vai na rádio e fala coisas contra mim, tentando me prejudicar. Na comunidade Maravilha, ela vai atender uma indicação minha, que é uma academia da terceira idade e a iluminação de um campo, mas foi lá levando outros vereadores, dando o mérito para eles e não fui nem informado. Ela pode levar os vereadores dela lá, mas a comunidade sabe que a indicação é minha. Eu não sou adversário, sou parceiro!”, Reclama o vereador.
Paulo Prado acusa a prefeita Carmem de ter feito a eleição para eleger a diretoria do DEM no município, sem comunicá-lo.
 “Sou vereador eleito pelo partido e ela fez a eleição na surdina, ela ficou como presidente e o esposo dela, o vice-presidente e fiquei sabendo por terceiros. Não concordo com esta atitude. A partir do momento que faço parte de um partido democrático, fui eleito pelo partido, tinha o direito de ser informado sobre a eleição. Lamento que os outros dois vereadores do partido [Claudinho e Sandra] se sujeitaram a isto, fazendo parte de um conchavo. Como um partido faz eleição para renovar o diretório e não comunica um vereador?”, Questiona.

Ele assegura que assim que for aberta o período de janela partidária, irá sair do DEM. “Me sinto fora do Democrata e só não saio agora por causa da legislação e para não correr risco de perder o mandato. Eles jogam sujo comigo. Estou sendo discriminado porque eles sabem do meu potencial e que tenho trabalho prestado no município”, pontua.

Paulo afirma que não quer atrito com a prefeita, porque gosta dela, reconhece que ela está bem avaliada pela população e tem feito um bom trabalho em comparação aos ex-gestores de Carlinda. 
Porém, observa que as obras de asfaltos que a gestora prometeu fazer, até agora não saíram do papel. “Ela fez campanha prometendo fazer asfalto na cidade se a população votasse em determinados deputados e se estes fossem eleitos, e até agora não está sendo cumprido. Invés de me perseguir, que sou um humilde vereador, deveria se justificar para a sociedade porque as coisas não estão acontecendo. Mas ela tem o meu respeito, minha consideração e não quero briga com ela. Pelo contrário! Quero trabalhar junto”, acentua o parlamentar.
Paulo diz que lamenta esta situação e espera que a prefeita reveja seu posicionamento com relação a ele. “O mandato passa rápido e não é assim que se trabalha. Seria mais fácil se eu ficasse só aplaudindo a prefeita e não fizesse a minha função de fiscalizar. Mas não foi para isto que fui eleito. O vereador é fiscal do povo e eu ganho para isso. Portanto, não adianta a prefeita achar ruim porque voto uma matéria de acordo com minha consciência. Não sou vereador para concordar com tudo”, enfatiza. 

 
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