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Cacique Raoni será recebido pelo Papa Francisco
13:32   27 de Maio, 2019
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Folhapress

 Papa Francisco vai receber em audiência privada nesta segunda-feira, 27, o líder indígena brasileiro, Cacique Raoni Metukire, da comunidade Kayapó, de 87 anos.
 O cacique está na Europa desde 14 de maio, numa viagem de três semanas, para se encontrar com os chefes de Estado e a opinião pública para alertar sobre as crescentes ameaças à Amazônia.
O encontro do Pontífice com o chefe do povo Kayapó, foi confirmado pelo diretor interino da Sala de Imprensa da Santa Sé, Alessandro Gisotti. O jornalista esclarece que, com a audiência, “o Papa reitera a sua atenção pela população e pelo ambiente da área amazônica, e o seu compromisso pela preservação da Casa Comum”.
O líder indígena brasileiro também está recolhendo fundos para a proteção da reserva do Xingu, no Mato Grosso.
O cacique Raoni Metuktire está percorrendo a Europa onde pretende arrecadar um milhão de euros para proteger a reserva do Xingu, localizada na floresta amazônica, lar de vários povos indígenas.  
Raoni é bastante conhecido na região de Peixoto de Azevedo. Ele visita diversas autoridades dos países europeus. Sua viagem começou por Paris e foi recebido pelo presidente Emmanuel Macron.  
Segundo os membros da associação Forêt Vierge (Floresta Virgem), da qual Raoni é presidente honorário, os fundos arrecadados serão usados para substituir os sinais nos limites da vasta reserva do Xingu e para comprar drones e equipamentos técnicos para monitorizar a região e protegê-la contra incêndios.
 Algumas das comunidades no Xingu precisam ainda de recursos a nível da saúde, educação e conhecimento técnico para a extração e comercialização de produtos renováveis obtidos na floresta. O Cacique já recebeu várias doações e deve retornar com sua meta alcançada. 
A turnê europeia de Raoni marca os 30 anos de sua famosa viagem com o roqueiro Sting, que deu a ele fama internacional e algum status pop. “Esta pode ser a última”, segundo Dutilleux, etnólogo que o acompanha há quatro décadas.
“Precisamos de muito dinheiro nessa campanha. A reserva virou uma ilha verde em meio a fazendas de soja”, afirmou o diretor e etnólogo belga. “Que Bolsonaro sinta compaixão em seu coração pelos índios.”

 
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