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Pesquisas apontam para a descoberta de mina de cobre no Distrito União do Norte
Pesquisas apontam para a existência de ouro prófago na região
13:29   29 de Maio, 2019
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José Vieira do Nascimento
Editor Mato Grosso do Norte

O distrito União do Norte, no município de Peixoto de Azevedo, está sendo submetido a pesquisas preliminares para verificar o potencial da exploração de cobre na região. As pesquisas são desenvolvidas em segredo pelas empresas e nem o Estado tem conhecimento do que está sendo descoberto. Porém, o geólogo Antônio João Paes de Barros, da Companhia Mato-grossense de Mineração [Metamat], afirma que os trabalhos começaram há 4 anos, quando foram feitos os primeiros furos exploratórios. E nos estudos realizados foram detectados intervalos com teores interessantes de cobres.
As descobertas colocam o município de Peixoto em perspectivas de se transformar em grande produtor de cobre, com uma das maiores reservas do país. 
“O mais importante do que a descoberta da existência de cobre no distrito União do Norte é o modelo de depósito, que se chama ouro prófago que é o ouro que é produzido na Cordilheira dos Andes pelas grandes companhias que exploram e produzem cobre naquela região. O modelo que está sendo pesquisado é muito parecido”, disse o geólogo Antônio João Paes de Barros.
Além da intersecção positiva de cobre, segundo ele, é o modelo geológico, que permite vislumbrar grandes reservas de cobre. “Este detalhe foi que chamou a atenção do mundo mineral”, observa Antônio.
 De acordo com o geólogo, a perspectiva é que no distrito União do Norte tenha reserva de cobre, com potencial exploratório para ser lavrado por grandes empresas mineradoras. Ele disse que em função da descoberta inicial, diversas empresas entraram na região e o subsolo foi todo requerido por estas empresas.
Os cálculos são que em 2019 estarão sendo executados mais de 40 mil metros de sondagem na região de confluência do distrito União do Norte. “Estas pesquisas representam um cabedal de conhecimento que irá agregar informações para direcionar a exploração para outros patamares, o que significa avanços neste processo”, explica o geólogo.

Porém, conforme Antônio, ainda não dá para saber quando, de fato irá ser iniciada as explorações destes minérios em grande escala. Segundo ele, os dados são tratados de forma confidencial pelas empresas e quem tem acesso as informações coletadas é apenas a Agência nacional de Mineração. Mas ela também não divulga nada, porque na mineração as pesquisas são sigilosas e nem o Estado conhece.

“Esse sigilo é até um problema para o Estado participar do processo de gestão. Mas o sigilo é para não provocar migração para estas áreas, atrapalhando o projeto das empresas, já que estes minérios são de muito valor agregado”, explica Antônio.

 
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