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Presos em operação contra o jogo do bicho em MT vão passar por audiência de custódia
Entre os presos estão João Arcanjo Ribeiro e o genro dele Giovanni Zem Rodrigues, ambos suspeitos de chefiar uma das organizações criminosas que operam o jogo do bicho. Por G1 MT
19:05   30 de Maio, 2019
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Assessoria

Foto: Polícia Civil de Mato Grosso/GCCO

Os presos durante a Operação Mantus, deflagrada pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (29), devem passar por audiência de custódia a partir das 14 horas [horário de Mato Grosso]. Entre os presos estão João Arcanjo Ribeiro e o genro dele Giovanni Zem Rodrigues, ambos suspeitos de chefiar uma das organizações.

Arcanjo foi preso na casa dele, no Bairro Boa Esperança, em Cuiabá. Segundo o delegado Flávio Stringueta, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), ele recebeu as equipes policiais "com cordialidade e demonstrou que sabia da prisão".

Arcanjo ficou conhecido por comandar o jogo do bicho em Mato Grosso nas décadas de 80 e 90. Em 2002, ele foi alvo da operação da Polícia Federal, Arca de Noé, em que teve o mandado de prisão preventiva expedido pelos crimes de contravenção penal, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e homicídio.

A prisão só foi cumprida em abril de 2003, no Uruguai. Arcanjo conseguiu a progressão de pena do regime fechado para o semiaberto em fevereiro de 2018, após 15 anos preso.

O genro dele, Giovani Zem foi preso pela Polícia Federal (PF) ao desembarcar em Guarulhos (SP).

Juntos, segundo a polícia, eles comandavam uma das organizações criminosas que comandam o jogo do bicho no estado.

A segunda organização era comandada pelo empresário Frederico Muller Coutinho. Ele também é alvo da operação, mas não há informações se já foi preso ou não. O advogado de Frederico, Adriano Coutinho de Aquino, disse que ainda não está inteirado sobre a prisão e só vai se pronunciar após ter acesso aos autos.

De acordo com a Polícia Civil, a rixa entre Arcanjo e Frederico já acontecia há pelo menos dois anos, período em que começaram as investigações.

Operação Mantus

A Operação Mantus foi deflagrada pela Delegacia Especializada de Fazenda e Crimes Contra a Administração Pública (Defaz) e pela GCCO para o cumprimento de mandados expedidos pelo juiz da 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, Jorge Luiz Tadeu.

As ordens judiciais foram cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande e em mais 5 cidades do interior do Estado.

As investigações iniciaram em agosto de 2017, conseguindo descortinar duas organizações criminosas que comandam o jogo do bicho em Mato Grosso e que movimentaram em um ano, apenas em contas bancárias, mais de R$ 20 milhões.

 

 
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