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Presidente da Câmara afirma que Peixoto não aceitará ficar apenas com o CDP
13:18   31 de Maio, 2019
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José Vieira do Nascimento
Editor Mato Grosso do Norte

A possível transferência do Comando da Polícia Militar de Peixoto de Azevedo para Guarantã do Norte, foi pauta de uma reunião entre os vereadores e o prefeito do município, com o secretário de Segurança Pública do Estado, Dr. Alexandre Bustamante, realizada em Cuiabá, esta semana.
O presidente da Câmara de Peixoto de Azevedo, Gilmar Santos (PR), afirma que os representantes de Peixoto deixaram claro para o secretário, que o município não aceitará apenas ficar com presente de grego, que seria o Centro de Detenção Provisória. E os demais serviços serem todos levados para Guarantã do Norte. 
Gilmar relembra que quando foi decidido que Peixoto receberia um Centro de Detenção Provisória, houve uma discussão ampla entre o governo estadual e a população, que não aceitava a implantação do Centro de Detenção na cidade. Ficou definido na época, que para o local viriam o Comando Regional da PM, a Delegacia Regional, Politec e o Corpo de Bombeiros.  
“Hoje o Corpo de Bombeiros está em Guarantã, a Politec está em Guarantã, a Polícia Judiciária está em Guarantã. Sobrou apenas o Comando da Polícia e querem levar também para Guarantã. Mas não justifica Peixoto ficar só com o CDP.  A população não vai concordar com isso”, enfatiza o vereador. 
Na época, o vereador acentua que foi realizado audiência pública com a participação do governo estadual. Ficou acertado que prefeitura compraria uma área de 33 hectares, o que foi feito e doado para o Estado construir o CDP. Mas ficou registrado em ata que não eras apenas o ônus que viria para Peixoto. “No projeto seria asfaltado pelo governo estadual, um trecho entre o Posto Peixoto até o CDP, uma avenida duplicada com iluminação. Mas ficou só no projeto e o governo não se compromete com o que ele assumiu. E hoje está tudo abandonado”, disse o vereador.  
Gilmar assegura que a representação política e a própria sociedade não irão aceitar de braços cruzados, os melhores projetos passar pelo município, ser levados para outras cidades e Peixoto ficar apenas com o ônus. 
“Se na pior das hipóteses o Comando da Regional for mesmo para Guarantã, não vamos querer somente o presidio. Vamos usar esta área de 33 hectares para trazer uma faculdade para Peixoto de Azevedo. E não vamos aceitar de maneira algumaque na calada da noite, as pessoas fiquem manobrando para levar para Guarantã todos estes benefícios”, protestou o parlamentar. 
Segundo ele, na reunião desta semana, o secretário de Segurança disse que Peixoto terá que fazer a sua parte. “E isto, vamos fazer. Mas não vamos ficar calados e nem aceitar passivamente”, assegura o vereador
O presidente da Câmara afirmou que ficou definido que a prefeitura terá que fazer um projeto para o Comando da Polícia Regional. E neste projeto, segundo Gilmar, o prefeito Mauricio Ferreira garantiu também uma área para a polícia judiciária e Corpo de Bombeiros.
“O prefeito se comprometeu que vai fazer o dever de casa e vai fazer a doação da área para o Centro Integrado da Polícia Civil e Militar. Agora, não podemos ficar apenas com um presente de grego. O secretário de Segurança disse que temos que fazer a nossa parte, e vamos fazer. Mas não vamos ficar calados e nem aceitar passivamente que levem tudo para Guarantã e só deixe o CDP em Peixoto”, assegura o vereador.   

 
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