Jornal MT Norte
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Caso de Vaca Louca em MT não coloca qualidade da carne em risco
Um bovino de 17 anos apresentou sintomas neurológicos após um longo stress de transporte
12:41   03 de Junho, 2019
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Reportagem
Mato Grosso do Norte

Caso atípico de vaca louca em Mato Grosso foi confirmado na sexta-feira, 31. A suspeita, quando um animal de 17 anos era transportado para abate em um frigorífico na região norte do Estado. Na ocasião, o material de risco foi removido durante o abate de emergência e incinerado no próprio matadouro. De acordo com o Ministério da Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o caso não oferece risco para a população. e foi detectado em uma propriedade de Nova Canãa do Norte. A área realizava o ciclo completo de produção em sistema semi-intensivo e foi interditada pelo Mapa e o Indea.
Em 5 de abril, técnicos do programa recolheram uma amostra do tecido cerebral da vaca submetida a abate de emergência em um matadouro-frigorífico. O material foi mandado para um laboratório em Pernambuco, que confirmou a presença da doença no animal. A amostra também foi para um laboratório internacional
"Uma fêmea de 17 anos, apresentou sintomas neurológicos após um longo stress de transporte, condição que afasta a possibilidade da forma Clássica da Doença da Vaca Louca. 
O Brasil continua classificado com o status de risco insignificante para EEB - Encefalopatia Espongiforme Bovina, está é a principal e a melhor informação que poderíamos ter", afirma o presidente do Instituto Mato-Grossense da Carne (IMAC), o médico veterinário Guilherme Nolasco.
O caso em investigação pelo Ministério da Agricultura foi considerado mais um episódio atípico da EEB em Mato Grosso e reafirma a seriedade, transparência e eficiência do Serviço Veterinário Oficial em realizar a Defesa Sanitária Animal.
De acordo com Nolasco, nunca houve registro da presença de casos de EEB clássico no Brasil, o que torna a carne um fator de risco para o consumo humano.
Guilherme Nolasco também reforça que não há motivo para alarde. Esse fato demonstra a seriedade e transparência que o serviço veterinário trata as questões sanitárias. Nunca tivemos nenhum caso confirmado da doença na forma clássica. Em 2014 houve momentaneamente o embargo de alguns países, que voltaram rapidamente após os esclarecimento dos fatos.
 “O desenvolvimento dos casos clássicos ocorre quando o bovino se alimenta de subprodutos derivados de proteína animal, o que não ocorre no país. A alimentação do rebanho é prioritariamente a pasto e a suplementação com ração de origem vegetal”, afirma Guilherme.
Leia Nota do Ministério da Agricultura:
Nota Oficial - Ocorrência de caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina no Mato Grosso
A Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirma a ocorrência, no Mato Grosso, de um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB). Essa doença ocorre de maneira espontânea e esporádica, e não está relacionada à ingestão de alimentos contaminados.
Trata-se de uma vaca de corte, com idade de 17 anos. Todo o material de risco específico para EEB foi removido do animal durante o abate de emergência e incinerado no próprio matadouro. Outros produtos derivados do animal foram identificados, localizados e apreendidos preventivamente, não havendo ingresso de nenhum produto na cadeia alimentar humana ou de ruminantes. Não há, portanto, risco para a população.
Cabe ressaltar que o Mapa e o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (INDEA/MT) iniciaram imediatamente as investigações de campo, com interdição da propriedade de origem. Todas as ações sanitárias de mitigação de risco foram concluídas antes mesmo da emissão do resultado final por laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Após a confirmação, o Brasil notificou oficialmente à OIE e os países importadores, conforme preveem as normas internacionais.

Segundo as normas da OIE, não haverá alteração da classificação de risco do Brasil para a doença, que continuará como país de risco insignificante, a melhor possível para a EEB. Em mais de 20 anos de vigilância para a doença, o Brasil registrou somente três casos de EEB atípica e nenhum caso de EEB clássica.

 
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