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Câmara de Alta Floresta vota Moção contra o governador Mauro Mendes
Moção de Protesto é em solidariedade a greve dos profissionais da Educação
13:12   12 de Junho, 2019
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José Vieira do Nascimento
Editor Mato Grosso do Norte

A Câmara Municipal de Alta Floresta aprovou na sessão desta terça-feira, 11, uma Moção de Protesto contra o governador Mauro Mendes (DEM). A Moção é de autoria dos vereadores Mequiel Zacarias (PT), Elisa Gomes (PDT) e Dida Pires (Cidadania). 
A atitude dos vereadores é em solidariedade aos profissionais da Educação estadual, que estão em greve, cobrando do governo estadual o pagamento da lei 510/2013, que garante dobrar o poder de compra do profissional da Educação e restos a pagar do RGA- Revisão Geral Anual- de 2018. 
A lei garante aumento anual, além do RGA, durante 10 anos aos profissionais da Educação. O valor previsto para este ano é de 7,69%, mas o governador Mauro Mendes alega que em função da crise financeira, o governo não tem condições de arcar com o reajuste. 

Os vereadores favoráveis a moção fizeram críticas ao governador e alegam que o governo estadual tem ignorado o município de Alta Floresta, no setores essenciais como Educação e Saúde. 

O vereador José Valdecir, o Mendonça (PSC) cobrou responsabilidade dos deputados que se dizem representantes de Alta Floresta na Assembleia Legislativa. “Cadê os representantes do município?”, Questionou o vereador. “Todos vem aqui nas campanhas eleitorais, são votados, mas depois esquecem a população. Eu vejo um governo ausente, não apenas na Educação e na Saúde, mas em todos os setores”, disse o vereador. 
Dos 13 parlamentares do legislativo Municipal, 10 votaram favoráveis. Os vereadores Oslen Tuti (PSDB) e Marcos Menin (DEM) votaram contra. Já o presidente da Câmara, Emerson Machado (MDB), apesar de não ter votado, se declarou contra rio a moção e afirmou que se votasse, votaria contra.
“Respeito o voto de todos, considero a Moção Legítima, mas se votasse, seria contra. A Câmara ainda não dialogou com o governador e uma moção desta, fecha as portas para o diálogo. O governo está começando e temos que dar um voto de confiança. Se formos em Cuiabá falar com o governador, e ele está com a moção contra ele, não vai querer atender”, justificou Emerson Machado. 

 
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