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Brasil volta a exportar carne bovina para China
As vendas estavam suspensas desde o dia 3 de junho por causa da notificação de um caso atípico de EEB em Mato Grosso
12:35   17 de Junho, 2019
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Foto: Larissa Melo

A China vai retomar as importações de carne bovina do Brasil que estavam suspensas desde o dia 3 de junho, por conta da notificação de caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), detectado em Mato Grosso.
Conforme previsto em protocolo sanitário assinado pelos dois países, o Brasil havia suspendido os embarques após a detecção de caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), em sua forma atípica, confirmado e notificado à Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) em 31 de maio último.
Como se sabe, diferentemente da forma clássica da doença, a forma atípica ocorre de forma espontânea e esporádica em todas as populações de bovinos do mundo, não estando relacionada à ingestão de alimentos contaminados. A detecção é resultado do ativo monitoramento no âmbito do Programa Nacional de Prevenção e Vigilância da EEB (PNEEB).

Desde 2015, a OIE deixou de considerar esse tipo de ocorrência na avaliação do status sanitário dos países. O Brasil continua a ser considerado, pela OIE, país de risco insignificante para a doença, o melhor grau atribuído pela organização.

A China é o único país, entre os importadores do Brasil, que tem protocolo sanitário que exige a suspensão temporária das importações de carne quando detectado caso atípico de EEB. A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, recebeu a notícia da reabertura do mercado chinês nesta madrugada. A ministra reafirmou que vai continuar negociando um novo protocolo com as autoridades sanitárias chinesas.
A doença foi constatada em uma vaca de corte, com idade de 17 anos. Todo o material de risco específico para EEB foi removido do animal durante o abate de emergência e incinerado no próprio matadouro. Outros produtos derivados do animal foram identificados, localizados e apreendidos preventivamente, não havendo ingresso de nenhum produto na cadeia alimentar humana ou de ruminantes. Não havia, portanto, risco para a população.
A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) encerrou no último dia três, o pedido de informações complementares do Brasil sobre o caso, o que mostrou que não há risco sanitário. As exportações de carne bovina continuaram normalmente para os demais países.

 
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