Jornal MT Norte
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Leveza sustentável
Camila Rodrigues se mostra à vontade com clima de comédia romântica de “Topíssima”
21:54   05 de Julho, 2019
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Record - Fotos: Divulgação/RecordTV 

por Geraldo Bessa

TV Press

Camila Rodrigues é do tipo que aproveita as oportunidades. Na Record desde 2012, a atriz já teve papéis de destaques em produções bíblicas, atuou em séries dramáticas, mostrou seu lado cômico e ainda foi participante de um “reality” de dança. Após tantas experiências, ela acredita que todo o processo foi importante para chegar ao seu atual momento na casa. “Tive a chance de desenvolver tantos trabalhos diferentes que hoje me sinto bem mais segura como profissional”, garante. Depois de alguns adiamentos - e até um cancelamento - Camila, enfim, dá vida a Sophia, protagonista de “Topíssima”. Supostamente em dia com a pauta feminista, a trama marca o retorno da Record aos folhetins contemporâneos depois de um grande investimento em novelas mais épicas. Para Camila, com humor e leveza, a história de Sophia representa um “respiro” na grade da emissora. “Acho que a Record se encontrou com as tramas bíblicas, mas acredito que o público de casa sentia falta de outros tipos de produção. 'Topíssima' é uma novela com uma visão muito solar sobre assuntos cotidianos. Impossível não se identificar”, elogia a atriz

Na trama assinada por Cristianne Fridman, Sophia sempre abriu mão de romances em prol de seu desenvolvimento profissional. Pragmática e esperta, ela comanda os negócios da família com mão-de-ferro e está prestes a assumir a presidência do Grupo Educacional Alencar. “Sophia é a expressão mais sincera do que eu estava querendo falar neste momento. Mulher livre, independente, forte, engraçada, decidida e às vezes confusa também. Me identifico e amo essa complexidade!”, valoriza. O lugar de destaque da mocinha no mundo dos negócios, entretanto, gera uma perigosa disputa familiar. Para completar, o destino acaba cruzando o caminho de Sophia com o rústico taxista Antônio, de Felipe Cunha. Além de alterar o estilo genioso da protagonista, essa súbita paixão alimenta ainda mais os conflitos entre a mocinha e sua mãe, Lara, de Cristiana Oliveira, que não aceita a origem pobre de Antônio. “O dinheiro deu a Sophia uma visão meio distorcida da realidade. Esse encontro faz ela se tornar uma pessoa mais real e que olha o outro de igual para igual. Ela vai se humanizando em cena”, defende.

A história é batida e já foi contada em diversas comédias românticas hollywoodianas. “Estou podendo brincar muito em cena e isso é maravilhoso. A Sophia começa a trama muito dura e vai descobrindo seu humor e espontaneidade. Mulheres podem ser poderosas sem perder a leveza”, acredita. Mesmo inspirada pela força feminina e pelos direitos conquistados ao longo dos anos, Camila parece querer distanciar seu atual trabalho da bandeira feminista. “A mulher na trama é um reflexo da liberdade. Não é o que você precisa fazer, é o que você quer fazer”, avalia a atriz, que, ironicamente, acredita que a discussão em torno da equidade de gêneros tem tomados rumos equivocados. “O feminismo virou uma conversa um pouco chata. É muito importante, mas começou a desandar. Acho que a novela vem para clarear as coisas, porque a questão é muito mais simples que a gente imagina”, minimiza.

Natural de Santo André, ABC paulista, Camila estreou na tevê em 2005 na controversa “América”, da Globo. Disposta a ganhar repertório, a atriz emendou outros trabalhos na emissora e peças de teatro. Mas por conta da falta de bons convites, passou a se sentir estagnada dentro da emissora e, em 2012, assinou com a Record. “A vida é feita de segundas chances. Essa mudança na minha vida me fez levar a carreira de atriz mais a sério”, assume. O primeiro trabalho de maior destaque de Camila na nova casa foi o posto de antagonista de “Os Dez Mandamentos”. Na pele da orgulhosa Rainha egípcia Nefertari, Camila raspou os cabelos e mostrou todo seu poder de fogo no melodrama épico de 2015. “Foi quando vi que as pessoas confiavam em mim. E eu precisava estar sempre pronta e com tudo ensaiado. Foi uma personagem que me ensinou a ser mais disciplinada”, destaca a atriz que, depois desse desempenho, entrou para o primeiro time de atores da Record. “A resposta que tenho a cada novo trabalho é muito positiva. Tenho sentido muito orgulho da história que estou construindo na Record”, gaba-se.

 

Topíssima” - Record - de segunda a sexta, às 19h40.

 

Pelo mundo

É normal que alguns trabalhos tenham maior repercussão que outros. A participação de Camila Rodrigues em “Os Dez Mandamentos”, por exemplo, é até hoje uma das mais comentadas de sua carreira. E não só no Brasil, já que a novela foi vendida para 22 países e ainda conseguiu conquistar o fechado mercado latino dos Estados Unidos. É uma trama universal, conhecidíssima e que foi muito bem realizada. Entrar na cidade cenográfica e nos estúdios era como fazer uma grande viagem pela história”, relembra.

Nos anos que se seguiram após o lançamento da produção, Camila continuou colhendo os frutos do trabalho ao viajar o mundo promovendo a novela, passando por países da América do Sul, Europa e África. “A novela acabou, mas o trabalho continuou. Foi algo inédito na minha vida. A recepção em todos esses lugares foi muito carinhosa. Em especial, na Argentina e no Chile”, relembra.

Instantâneas

# Camila Rodrigues teve dificuldades para conseguir seu primeiro papel na tevê. Foram cinco anos de tentativas até entrar para o elenco de “América”.

# Por pouco, ela não protagonizou a minissérie “Presença de Anita”, de 2001. Camila ficou entre as três finalistas para o papel principal, mas acabou perdendo para Mel Lisboa.

# Disputada por produções na Record, Camila renovou seu vínculo com a emissora no final do ano passado. Ela segue exclusiva da casa até 2021.

# Focada em sua vida profissional, a atriz resolveu congelar seus óvulos caso queira ter filhos no futuro. Atualmente, ela namora o empresário Ighor Payola.

 
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