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Mais agrotóxicos levam Brasil à modernidade, diz ministra
Tereza Cristina, no entanto, admitiu que não existe risco zero quanto ao uso de defensivos agrícolas
20:21   06 de Agosto, 2019
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Lorenna Rodrigues

Estadão

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil 

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse que haverá cada vez mais aprovação de registros de defensivos agrícolas, o que é necessário para o Brasil "entrar na modernidade". Depois de polêmica criada após a liberação de novos defensivos, a ministra alegou que os produtos autorizados atualmente têm menos toxicidade e são melhores para o País. "A aprovação de mais produtos mostra mais eficiência, são produtos menos tóxicos. Temos que continuar aprovando mais produtos. Vocês vão ver cada vez mais acontecer registros, para entrarmos na modernidade e termos produtos cada vez menos tóxicos", afirmou.

Tereza Cristina disse estar incomodada com as notícias sobre o assunto e afirmou que é necessário tomar cuidado para não "aterrorizar" os consumidores brasileiros e "muito menos" os consumidores externos. "Ninguém está pondo veneno no prato de ninguém. O consumidor brasileiro não está sendo impactado, a não ser pelo mau uso (de defensivos)", completou.

A ministra chamou jornalistas para um café da manhã com professores, especialistas e representantes de órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para "nivelar a conversa" sobre a liberação de defensivos e "não ter questionamentos lá fora". "Nosso alimento é absolutamente seguro. É um desserviço o que estamos fazendo, ajudando nossos concorrentes", disse.

Ela admitiu, no entanto, citando uma das professoras presentes no encontro, que não existe risco zero. "Problemas existem. Quem estava no World Trade Center tinha toda segurança, alguém ia prever que aquela tragédia ia ocorrer?", comparou, em referência ao ataque terrorista feito em 2001 em Nova York. Tereza Cristina disse ainda que um tema técnico foi se transformado em "combustível para guerra política" no Brasil e para a guerra comercial no exterior. "Há dados estapafúrdios sendo utilizados sem credibilidade e que estão gerando insegurança para o nosso consumidor", completou. Segundo a ministra, a repercussão de notícias pode levar a questionamentos por outros países - o que ainda não ocorreu. "Não é que vamos parar de vender, mas vamos ter questionamentos."

 
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