Jornal MT Norte
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Elegância a céu aberto
Nova BMW Z4 ganha em requinte e sofisticação, mas não se descuida do prazer de dirigir
13:08   16 de Agosto, 2019
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Foto: DIVULGAÇÃO

POR MATTEO POZZI
INFOMOTORI.COM/ITÁLIA

Em 2002, a BMW lançou o primeiro Z4 como um digno sucessor do Z3. Há exatamente um ano, o modelo estreou a terceira geração no Concurso de Elegância de Pebble Beach, no estado norte-americano da Califórnia, com o nome código G29. Ao longo dos anos e de geração em geração, o roadster tornou-se cada vez menos cru e cada vez mais luxuoso. O novo BMW Z4 justifica o fato de ser um dos modelos mais emblemáticos da marca, mas não se pode esquecer que agora ele é fruto de uma joint-venture com a Toyota, que conseguiu reviver nesse processo umoutro mito: o Supra. Os dois carros têm perfis muito distantes para começar, um é conversível e outro, cupê, mas unidos por detalhes como tração traseira, turbo compressores montados na frente do motor e uma grande capacidade de divertir quem está ao volante. No caso do modelo da BMW, isso é possível desde o modelo de entrada, o 20i, impulsionado por um motor 2.0 de quatro cilindros, 197 cv, até o poderoso 40i, empurrado por um 3.0 seis em linha de 340 cv, passando pela intermediária 30i, que tem o mesmo motor 2.0 da versão de entrada, mas com 258 cv. No; Brasil, apenas esta última configuração é vendida, na versão sDrive M Sport, a partir de R$ 309.950.

O Z4 é um roadster que não perdeu o conforto de vista. As dimensões ficaram maiores, com 4,32 metros de comprimento e 1,86 m de largura, mas manteve as proporções e o conceito estético, com o compartimento de passageiro traseiro praticamente sobre o eixo traseiro, capô longo e baixo e a traseira curta e robusta. Na frente, faróis full led, grade bipartida com efeito tridimensional e para-choque esportivo. Na lateral, destacam-se as grandes rodas de 19 polegadas, que se ajustam aos pneus Michelin Pilot Super Sport, com 255 na frente e 275 atrás. A traseira ficou com lanternas bem afiladas, que ganharam um efeito tridimensional, escape duplo e um spoiler que brota da tampa traseira. O destaque vai para o teto de lona, que dá um toque de elegância, além de ser leve e fácil de operar, através de um botão o localizado no túnel central ou pelo controle remoto da chave. É preciso apenas 10 segundos para abrir ou fechar completamente e a manobra pode ser feita a até 50 km/h.

O interior traz o requinte típico da marca. Bem-acabado, montagem excelente e ótimos materiais. É menos minimalista que o esperado para um Z4, mas ganha em prestígio e elegância. O painel principal parece avançar sobre o motorista. Toda a instrumentação surge em uma tela de 12 polegadas, totalmente digital, que se integra perfeitamente aos gráficos do head up display. Já no console central, o sistema multimídia se apoia em uma tela de 10,5 polegadas, que tem ótima visualização, mesmo sob o sol, e tem uso bastante intuitivo. A tela é obviamente sensível ao toque, mas também pode ser controlada pelo botão giratório ao lado da alavanca de câmbio.
A suspensão e o conforto geral foram revistos para apagar um pouco da antiga crueza e ampliar o leque de clientes em potencial. Nesse sentido, o isolamento acústico também recebeu uma atenção especial. A ideia foi oferecer o conforto de um sedã Premium, mas com o prazer de dirigir de um conversível. As suspensões adaptativas, embora rígidas e secas, especialmente com as rodas de 19 polegadas, conseguem dar conta de filtrar os buracos e a aspereza da estrada. Para encontrar o melhor ajuste, o modelo dispõe de quatro modos de condução Eco Pro, Comfort, Sport e Sport Plus, que variam peso da direção, a potência do motor, suspensão, câmbio e o som. Há ainda a possibilidade de compor cada um desses ajustes no modo Individual.

O couro usado para o volante, bancos e painéis das portas é de alta qualidade e reflete bem a característica dessa nova geração, que deu um grande salto em refinamento e se tornou mais chique. Praticidade e conforto nos mais altos níveis: os assentos são extremamente aconchegantes, eletricamente ajustáveis e aquecidos, mas não há a possibilidade de refrigerá-los, coisa essencial no verão. Há também muitos compartimentos no habitáculo, nas portas, atrás dos assentos, no túnel central e na frente do joelho esquerdo do motorista, sem esquecer o porta-luvas, que tem trança com chave.

 
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