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Após pedalar 5.063 quilômetros, ciclista faz rifa para pagar despesas da viagem
Foram 53 dias e 521 horas de pedal, com uma média diária de 96 KM
13:06   21 de Agosto, 2019
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José Vieira do Nascimento
Editor Mato Grosso do Norte

José Messias, 64 anos, que percorreu 5.063 quilômetros a borda de uma bicicleta, DE maio a julho deste ano, relata que esta última viagem [é a quarta vez, desde 2007, que ele se aventura em projetos de longas distâncias pelo Brasil], se por um lado foi tranquila, por outro, em termos de recursos, foi a mais difícil.
Conforme ele, que o dinheiro acabou na primeira etapa do percurso e o obrigou a contrair um empréstimo de R$ 1.200,00 para bancar as despesas. Por isso, está fazenda uma rifa de uma bicicleta Caloi aro 29, que ganhou da Bicicletária Minos Bike, para pagá-la. O valor do número é R$ 10,00 e quem quiser comprar e concorrer ao prêmio, basta procurá-lo [seu celular é 9 9229-3886].
Foram 5.063 quilômetros de pedal, 53 dias e 521 horas, com uma média diária de 96 KM percorridos por Messias em seu périplo. O ciclista, que é morador de Alta Floresta, saiu de Cascavel (PR) passando pelos Estados do Sul do país, com direito a entrada no Paraguai. Fez uma logística reversa, voltando à Curitiba e pegando a estrada de volta para Mato Grosso. 
Disse que esta foi a viagem em que emagreceu mais. Foram 6 quilos perdidos. Como o dinheiro estava curto, apenas almoçava e não jantava à noite para economizar. “O esforço que a gente faz na estrada é muito grande, você pedalando um dia inteiro. O ideal que além do almoço, se tome um café da manhã reforçado e faça um lanche nos intervalos das refeições. Mas como estava com pouco dinheiro, tinha que economizar”, conta.
Não foi erro de planejamento. Ele diz que foi sabendo que iria faltar dinheiro, mas como tinha assumido compromissos com alguns patrocinadores, decidiu ir assim mesmo. 

“Nas outras viagens recebia mais ajuda na estrada. Almoço em várias pontos, lanches, café da manhã. Desta vez foi bem pouca ajuda neste sentido. Contava com mais ajuda no caminho. No Sul, as pessoas ajudam menos. Aqui em Mato Grosso, a solidariedade é maior”, enfatiza. 

Messias deixa claro que não está reclamando. “Eu que inventei a história e ninguém tem obrigação de ajudar. Não faço estas viagens por dinheiro. Faço porque gosto da aventura. E levo o nome de Alta Floresta por onde passo. As pessoas me param no caminho, perguntam de onde eu sou, e falo da cidade, dos pontos turísticos que há aqui. Tem muitas pessoas que depois visitam Alta Floresta devido as minhas informações. Faço um marketing do município!”, disse.
O ciclista conta com uma pontinha de ressentimento, que muitas pessoas duvidavam que ele realmente faz os percursos de suas viagens. Houve comentários, que ele na verdade viaja de ônibus e diz que foi pedalando. Para sanar esta dúvida, Messias instalou um aplicativo [Strava] em seu celular, que mediu a quilometragem de cada trecho e a média diária percorrida. 
Apesar da idade, Messias assegura que esta não foi sua última aventura. Já está planejando uma nova viagem. Desta vez será pelos estados da região Amazônica, com previsão de saída de abril de 2020.

 
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