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Investigado em morte de enteado, vereador Dr. Jairinho foi 16º mais votado do RJ
Vereador é investigado pelo homicídio do menino Henry Borel, de 4 anos
14:47   08 de Abril, 2021
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Estadão Conteúdo

Foto: Renan Olaz/Câmara Municipal do Rio de Janeiro

O vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi o 16º mais votado dentre os 51 vereadores eleitos na capital fluminense no ano passado.

Preso na manhã desta quinta-feira (8), Jairinho é investigado por homicídio de seu enteado, Henry Borel Medeiros, de 4 anos.

 

leito pela primeira vez em 2004, é figura conhecida do Legislativo carioca e filho de um ex-deputado estadual, o policial Coronel Jairo (PSC), que manteve mandato entre 2003 e 2018 na Assembleia Legislativa do Rio. Coronel Jairo foi preso em 2018 pela Operação Furna da Onça, suspeito de receber mesada para aprovar projetos de interesse do governo Sérgio Cabral.

Integrante do Conselho de Ética da Câmara, a vereadora Teresa Bergher (Cidadania) anunciou que vai pedir ainda hoje o afastamento de Dr. Jairinho da Casa. O colegiado se reúne às 18h.
"Precisa ser afastado imediatamente. Pela imagem da Casa, pela credibilidade de cada um de nós vereadores e por respeito a esta criança vítima de um cruel assassinato e a toda a população que representamos", afirmou a vereadora.

O vereador chegou a ser líder do governo de Marcelo Crivella (Republicanos) na legislatura passada.

O reduto eleitoral do parlamentar e do pai sempre foi Bangu, na zona oeste do Rio, e seu entorno. Foi em Bangu que a polícia encontrou Jairinho na manhã desta quinta, apesar dele ter morado por anos na Barra da Tijuca, bairro da zona oeste, onde Henry morreu.

Mensagem do pai de Henry

Poucas horas antes da prisão do vereador, por volta da meia noite, o pai de Henry publicou um vídeo do menino nas redes sociais.

"Henry, 30 dias desde que te dei o último abraço. Nunca vou esquecer de cada minuto do nosso último final de semana juntos. Deixar você (com a mãe e Jairinho) bem, cheio de vida, com todos os sonhos e vontades de uma criança inocente. Desculpe o papai por não ter feito mais, lutado mais e protegido você muito mais", escreveu. Hoje completa-se um mês da morte do menino.


 

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