por Caroline Borges TV Press
A definição de inquieta resume bem a personalidade de Sabina Simonato. A jornalista, que nasceu no interior de São Paulo, não conhecia ninguém na televisão, mas isso não a impediu de entrar nos estúdios de tevê. Ainda recém-formada foi atrás de oportunidades diante das câmeras, passando pela TV Cultura e a afiliada da Globo em Sorocaba até chegar à rede na capital paulista. Na Globo desde 2010, Sabina iniciou sua rotina em 2025 de forma agitada. Além de estrear à frente do novíssimo telejornal “Bom Dia Sábado”, ela também passou a comandar o “Bom Dia São Paulo”, após a saída de Rodrigo Bocardi, e segue com entradas pontuais e diárias no “Bom Dia Brasil” para apresentar as principais notícias de São Paulo. “Venho de uma longa caminhada dentro da emissora. Agora chegam novos desafios”, afirma.
Leve, descontraído e dinâmico, o “Bom Dia Sábado” tem como foco as cidades e temas que se aproximam da vida cotidiana das pessoas. Um telejornal de rede com a agilidade de um telejornal local, com notícias factuais de todo o Brasil, além de muita prestação de serviço e previsão do tempo. “O ‘Bom Dia Sábado’ chega para ser o telejornal informativo do fim de semana. Um jornal para todo o Brasil, com agilidade, prestação de serviço, tudo ao vivo”, explica.
P – O “Bom Dia Sábado” faz parte de um movimento da Globo para ampliar sua oferta de jornalismo ao vivo na grade. Como foi a concepção desse projeto? R – Viajamos para alguns lugares do país e ouvimos os anseios dos brasileiros. Eles sentem falta de um jornal pela manhã aos sábados, para saber o que está acontecendo nas suas cidades, se enxergar e ver a sua região sendo representada. E tem tudo a ver com a proposta do “Bom Dia Sábado”. O sábado é, na verdade, um dia útil para muitos brasileiros.
P – Como assim? R – Muitas pessoas deixam para resolver pendências no sábado de manhã. O setor do comércio ferve, e o setor de serviços também. É atendendo a essa demanda que o “Bom dia Sábado” vem para informar, trazer as principais notícias do Brasil e do mundo, mas com aquele olhar atento para as comunidades, os assuntos que interferem no dia a dia do público. As pessoas querem se ver, querem ver as suas regiões sendo representadas. Foi o que eu ouvi em todos os lugares por onde passei até agora.
P – Apesar de ter dado o pontapé inicial da sua trajetória em jornal impresso, rapidamente você enveredou para a televisão. A tevê sempre esteve nos seus planos de carreira? R – Eu nunca tive muita vergonha de bater nas portas. Após estagiar na TV Cultura, eu bati na porta da afiliada da Globo em Sorocaba. Tinha acabado de me formar e me ofereci. Deu certo. Dei sorte porque caiu uma megachuva de granizo e abriu o “SPTV”. Comecei com pé direito. Depois, passei a cobrir plantões de final de semana em São Paulo. Surgiu uma vaga pra repórter e fui contratada. O factual sempre me pegou. Gosto demais. Inclusive, na pandemia, não fiquei parada.
P – De que forma? R – Veio a pandemia e engravidei. Não podia trabalhar presencial. Mas não queria ficar em casa sentada apenas fazendo matéria de comportamento. Então, ficava em contato direto com o Centro de Controle do Coronavírus, atualizando número de mortos e em contato com autoridades do governo para entender para onde íamos. Gravidez não me deixou parada. Sempre fui ligada nos 220 volts. Quando retornei da licença-maternidade, me deram a chance de fazer pilotos para os jornais locais.
P – Recentemente, com a saída de Rodrigo Bocardi da emissora, você assumiu o comando do “Bom Dia São Paulo”. Como recebeu essa notícia? R – É um desafio tremendo. É um privilégio mostrar a cidade acordando, dar o serviço completo para o paulistano ao sair de casa. No “Radar” já fazia isso e agora ainda mais, com a responsabilidade de sempre informar da melhor maneira. Estou feliz e honrada pela oportunidade. O “BDSP” é um jornal que reflete cada um dos paulistanos.
“Bom Dia Sábado” – Sábado, às 6h50, na Globo.