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+Saúde Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2025, 09:05 - A | A

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+Saúde / subtipo raro

O hábito alimentar que pode ser sinal de um tipo de demência

Estudos indicam que pessoas com DFT podem desenvolver comportamentos alimentares obsessivos e incomuns



Catraca Livre/ Silvia Melo

A demência frontotemporal (DFT) é um subtipo raro da doença que afeta os lobos frontal e temporal do cérebro, comprometendo personalidade, comportamento e linguagem. Diferente de outras formas de demência, seus primeiros sinais nem sempre incluem perda de memória, mas sim mudanças no comportamento, incluindo alterações nos hábitos alimentares.

Estudos indicam que pessoas com DFT podem desenvolver comportamentos alimentares obsessivos e incomuns.

O reconhecimento precoce desses padrões alimentares incomuns pode ser fundamental para o diagnóstico antecipado da DFT. Médicos e familiares devem estar atentos a mudanças bruscas no comportamento alimentar, pois podem ser um sinal de alerta para condições neurológicas graves.

Embora não haja cura para a DFT, o tratamento adequado pode ajudar a melhorar a qualidade de vida do paciente. Se você ou alguém que conhece está apresentando alterações extremas nos hábitos alimentares, consulte um profissional de saúde para avaliação.

Segundo um artigo sobre o tema da Escola Internacional de Estudos Avançados (SISSA), isso inclui:
• Hiperfagia: aumento excessivo do apetite e consumo exagerado de alimentos;
• Fixação em um tipo de alimento: recusa em comer qualquer coisa além de um único alimento. Por exemplo, uma paciente documentada só comia bananas e bebia leite durante meses;
• Ingestão de objetos não alimentares: casos relatam indivíduos que comem itens inadequados, confundindo-os com comida;
• Roubo de comida: pegar alimentos do prato de outras pessoas sem perceber o comportamento inadequado.

O que causa essas mudanças alimentares?
Os cientistas ainda investigam as causas exatas dessas alterações. No entanto, acredita-se que envolvam:
• Disfunção do sistema nervoso autônomo, que altera a percepção da fome e saciedade;
• Danos ao hipotálamo, levando à perda de controle inibitório sobre a alimentação;
• Deficiências cognitivas e sensoriais, dificultando o reconhecimento de objetos e sua função adequada.

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