Depois de um início de mês em queda, o preço do boi gordo voltou a subir em junho. Pelo menos é o que aponta o índice da Esalq que acompanha essas movimentações.
Essa recuperação vem, essencialmente, depois que os embarques à China foram retomados. O anúncio da liberação foi feito no último dia 13, o que eleva a demanda de novos lotes de animais e começam a trazer uma estabilidade e segurança de fôlego para o mercado de bois no Brasil. Até porque, se observarmos o início de junho, o indicador Cepea/Esalq chegou a acumular uma queda de até 5,4%, com cerca de R$ 10 a menos por arroba, registrando o pior patamar diário desde novembro de 2018.
Segundo dados do Cepea, a cotação da arroba do boi gordo começou a quinta-feira (27) com alta de 0,29% no preço e o produto é negociado a R$ 153,95 no estado de São Paulo. No Norte de Minas Gerais, a arroba é vendida à vista a R$ 146. Já no Espírito Santo, o valor é R$ 141. O Sul da Bahia, por sua vez, comercializa a arroba a R$ 147 à vista.
Do boi, vamos para o leite. Uma audiência na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural na Câmara dos Deputados vai abordar as novas regras para a produção de leite no Brasil. Em novembro do ano passado algumas novas regras foram acrescentadas, mas há mais coisa por vir. Qual o objetivo dessas mudanças, Carla?
As mudanças entraram em vigor em maio de 2019. Agora estão voltando ao debate, já que foram, fixadas novas regras, e parte delas trata das características e da qualidade do leite na indústria e também alguns critérios que estão sendo definidos para a obtenção de um leite de qualidade e seguro para o consumidor. Então, todas essas mudanças e critérios englobam desde a organização da propriedade, até a capacitação dos responsáveis nas tarefas cotidianas, o que deve resultar num leite de melhor qualidade para o consumidor brasileiro e para a exportação.