Sexta-feira, 28 de Fevereiro de 2025

Caderno B Sexta-feira, 28 de Fevereiro de 2025, 08:58 - A | A

28 de Fevereiro de 2025, 08h:58 - A | A

Caderno B / CINCO PERGUNTAS

Missão dupla

Em “Beleza Fatal”, Caio Blat celebra novelas mais curtas e a oportunidade de dirigir na televisão



por Geraldo Bessa TV Press                

Caio Blat ficou tão encantado com o projeto de “Beleza Fatal”, primeira novela brasileira da Max, que fez questão de participar da forma mais integral possível. Além de viver o mimado Benjamin, Caio também é creditado como assistente de direção da trama comandada por Maria de Médicis. “Eu tinha noção da importância dessa produção para a nossa profissão e para o mercado. Foi por isso que eu pedi para a Maria para ser assistente dela, aprender com ela. Foram sete meses de muito trabalho. Passava o dia inteiro no set, gravava as sequências do meu personagem e depois pedia para dirigir as cenas do final da diária. Era uma delícia!”, entrega.                

Na trama, Benjamin é um cirurgião plástico famoso que faz de tudo para impressionar a família, em especial o pai, Átila, de Herson Capri. Porém, para encobrir uma de suas armações, acaba tendo de casar com Lola (Camila Pitanga), a grande vilã da trama de Raphael Montes. “Benjamin tem a prepotência das pessoas que acham que são mais importantes e especiais do que realmente são. É um personagem escorregadio, cheio de contradições”, define.                

Natural de São Paulo, Caio experimentou cedo o gosto do sucesso. Aos 11 anos, já estava nos estúdios, atuando em programas educativos da TV Cultura e ganhando seu próprio dinheiro com publicidade. Com uma passagem importante pelo SBT, onde participou de tramas como “Éramos Seis” e “Fascinação”, Caio acabou atraindo a atenção da Globo, onde estreou na minissérie “Chiquinha Gonzaga” e logo virou protagonista de “Andando nas Nuvens”, ambas produções de 1999. “No início, eu encarava tudo como uma brincadeira, uma aventura mesmo. Quando cheguei na Globo, comecei a ver as coisas de forma mais profissional”, avalia.                

Com sucessos como “Da Cor do Pecado”, “Caminho das Índias” e “Império” no currículo, o ator ficou na emissora por 24 anos. Aos 44 anos e cheio de planos, ele segue com sua curiosidade e vontade de aprender intactas. “É um novo momento para mim e também para o mercado. Estou animado com as oportunidades e possibilidades de atuar e dirigir”, ressalta.

P – Você foi contratado da Globo por mais de duas décadas. Como é voltar ao mercado de forma mais independente? R – Tudo está fluindo muito naturalmente. Apesar do contrato de exclusividade com a emissora, a Globo sempre respeitou muito minha paixão por teatro e cinema. De alguma forma, a empresa sabia que o banco de talentos precisava respirar outros ares até para trazer outros olhares e resultados para as novelas e séries. Foi o final de um ciclo muito feliz da minha vida profissional e fiquei feliz com as oportunidades que apareceram.

P – Você e outros nomes muito ligados à Globo acabaram acertando com a Max para atuar em “Beleza Fatal”. O que o atraiu no projeto? R – O formato é muito sedutor. Essa novela tem uma emoção diferente. A tevê brasileira é expert em folhetins. Temos os melhores profissionais e estamos nesse mercado há décadas. Quando li o roteiro e vi o plano de execução de “Beleza Fatal”, senti que estava diante de um produto que carrega o que existe de melhor na teledramaturgia que nós sabemos fazer, mas com um tempero diferente. A sensação é de estar começando de novo.

P – Como assim? R – Parece que estamos diante de um novo momento, onde falamos com um público que não assistia ou estava cansado dos folhetins e ficou curioso por esse novo formato e modo de assistir. Acho que tanto quem faz quanto quem vê novela cansou de ter de dar conta de 180, 200 capítulos. A gente teve o mesmo tempo de trabalho, cerca de sete meses, para fazer 40 capítulos. É um privilégio.

P – A obra ganha em qualidade? R – Sem dúvida. A novela não tem barriga, se reconta de forma criativa, sempre avançando na história. Acontece tudo o tempo inteiro e cada capítulo tem um gancho forte, que dá vontade de saber de fato o que vem depois. Eu já era fã do texto do Raphael (Montes) e essa novela só me deixou mais interessado nas coisas que ele tem a dizer, nos personagens que ele cria. O Benjamin, por exemplo, é um personagem que mexe muito comigo.

P – Por quê? R – Pelo tanto que ele é atual. Pela complexidade e barbaridade das mensagens que carrega. Benjamin é um menino mimado, arrogante, que nunca lavou um prato na vida. Ele acha que consegue se safar de qualquer problema, mas acaba virando um brinquedo nas mãos das mulheres sensacionais que protagonizam de fato essa história.  

Beleza Fatal” – Max – cinco novos capítulos todas as segundas. Na Band, de segunda a sexta, a partir do dia 10 de março, às 20h30.

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