Reportagem/Mato Grosso do Norte
O caso da cassação do prefeito Valdemar Gamba (União) e seu vice Robson Quintino (MDB), tem sido o assunto atual nos meios de comunicação de Alta Floresta. Ainda é uma incógnita que paira no ar, gerando muitos pontos de interrogação sobre a permanencia, ou não, de Chico Gamba no cargo.
Prefeito, vice-prefeito e mais dois envolvidos no processo de cassação já recorreram e aguardam manifestação da justiça eleitoral. Em entrevista à imprensa, o vereado Luciano Silva (PL) disse que no período de campanha a situação de fraude que envolve um perfil de página no Instagram, já havia sido identificado. O vereador destacou que houve inclusive reuniões para decidirem se entrariam ou não, com a denúncia formalmente, mas resolveram não fazer a denúncia, tendo em vista que uma pessoa se prontificou a apresentá-la ao MPE.
"Nos já conhecíamos esse caso. E sabíamos que era contrária a lei a forma que foi feita. Não nos causou surpresa alguma a decisão do judiciário. Eu achei até demorada, considerando o período que foi descoberta a fraude, até a data da sentença. O que eu espero é, que se for comprovado pelo colegiado que realmente houve ilicitude, que se cumpra a lei. Independente de uma pessoa atingir o seu objetivo no descumprimento da lei, o ato em si, já é considerado crime. Então se a justiça, realmente considerar que o uso dessa página foi indevido. E isso for contrário as resoluções do TSE, contrário a lei eleitoral, que se cumpra a lei, e seja feita uma nova eleição”, assevera Luciano Silva.
Uma juíza diz que por ela ser uma autoridade, influencia e sem saber ela estava seguindo a página de um candidato
O vereador fez questão de dizer ainda que, caso seja provado o contrário, não havendo ilicitude, uma vez que o prefeito tem difundido que está fazendo um bom trabalho e que está disposto a continuar trabalhando, seja qual for a decisão da justiça, ele estará apoiando. Questionado sobre o resultado das eleições que deu grande vantagem a Chico Gamba contra seu concorrente, o vereador aponta do que, a página no Instagram [pivô da crise política] pode ter influenciado, sim, no resultado da eleição.
“Ele saiu de uma página pessoal no Instagram, com pouco mais de 2 mil seguidores e pegou uma página com mais de 30 mil. É óbvio que isso influência em uma eleição, alterando o resultado final de um pleito”, enfatiza o parlamentar.
“Tem alguma pesquisa que diz, que ele tinha esse percentual, mais ou menos. Mas essa página influenciou para que ele angariasse votos. As pessoas que seguiam essa página, como está na petição do promotor, onde uma juíza diz que por ela ser uma autoridade, influencia e sem saber ela estava seguindo a página de um candidato. Uma pessoa que acessa perfil dessa juíza, vê que ela tem credibilidade, e por conseguinte, vê o acesso de uma página e não vê o acesso à página do outro candidato, isso não influencia?”, questiona o vereador.
“ Então, não é só pelos 30 mil seguidores, mas por outras pessoas que estão ali gerando credibilidade e seguindo um candidato e não seguindo o outro”, observa Luciano Silva.